Ela é grande, frondosa, antiga, não mais se sabe exatamente quem plantou. Por ser de origem indiana, naturalmente ali não brotou. Resume-se, diz a história que mudinha pequena foi um amigo que levou.
Hoje tem muita sombra, é serena, densa, de raro frescor. Abriga tanta vida, de pássaros, insetos, até parasita já suportou. Forte se enraizou, como a amizade que a levou.
Não fosse por essa fonte, certamente lá não estaria. Fica perto da casa grande, no Cassu, conhecida fazenda onde se deu a primeira exposição do Zebu.
Provavelmente quem a plantou de sua sombra sequer gozou. Os amigos como o plantador da árvore, desinteressados irradiam amor.
Afinal, a amizade é uma das feições do amor. Assim, como árvore, a amizade de verdade tem raízes profundas. Enfrenta intempéries para sobreviver.
Então que se plantem árvores, que se plantem amigos como árvores, que se plante o bem de verdade de modo difuso. Afinal já se disse: "Mãos que levam carinho, mãos que levam amor, são como mãos que levam rosas ao Senhor".
Foi a amizade, invisível como a alma, que inspirou as mãos de quem a árvore plantou. Conforme se deu no Cassu, que seja plantado o amor, por árvores, por amizade.