ARTICULISTAS

A força e o poder das águas

Caro amigo leitor, pode acreditar, ainda continuo respirando

Leuces Teixeira
Publicado em 10/01/2013 às 20:19Atualizado em 19/12/2022 às 15:23
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Caro amigo leitor, pode acreditar, ainda continuo respirando com a graça e pela graça do Criador. O título acima lançado tem tudo a ver com o sufoco que passei no dia de ontem na praça dos Correios, quando caiu aquela forte tempestade. Estava descendo pela rua Major Eustáquio, quando comecei a transpor a avenida Leopoldino. O sinal abriu e eu acreditei que daria para passar sem maiores problemas. Ledo engano. Em menos de dez segundos veio uma avalanche de água, uma verdadeira correnteza, um mar de água e, antes que alcançasse o semáforo da rua Governador Valadares, a praça dos Correios encheu. Confesso, cheguei a Uberaba no ano de 1977 e nunca passei por uma situação semelhante. O motorista de um ônibus que estava descendo a avenida Fidélis Reis para contornar à esquerda sentido Artur Machado, quando o sinal estava vermelho na minha mão, parou, permitindo minha passagem. Sem isso, com toda certeza o carro não conseguiria seguir e iria rodar! Entrei em pânico, pois foi questão de segundos. Não parou por aí, pois no segundo semáforo, em frente ao posto de gasolina, o mesmo estava no vermelho – fechado – e a água subindo. Nova situação de pânico e tive que atravessar no vermelho, correndo risco de causar um acidente ou atropelar alguém. Finalmente, consegui chegar ao cruzamento com a Padre Zeferino, virei à esquerda, também com o semáforo no vermelho e subi sentido Bar do Arquimedes. Neste momento já estava suando frio, trêmulo, peguei a esquerda – Almirante Barroso – acreditando que estava salvo de qualquer peripécia. Ledo engano novamente. Nesta via – Almirante Barroso – presenciei duas motos enfiadas debaixo de um veículo. Imagine caro leitor, naquela altura, a correnteza bem forte, ao ponto de derrubar duas motocicletas e arrastá-las para debaixo dum veículo. Senti na pele, na própria pele, a verdadeira força das águas. Nunca tinha passado por tal situação. Já assisti e presenciei várias enchentes na nossa urbe, tanto na praça do Mercado Municipal, onde trabalhei por muitos anos, como também pela janela do apartamento onde moro – praça dos Correios. Todavia, aqui vai o meu depoimento, quando a gente vive e sente ao vivo, de frente com aquele mar de água, confesso, tive muito medo. É a força da água que o bicho homem, com sua soberba, entende que pode enfrentar a qualquer custo. Não é bem assim. A água que mata a sede, que irriga as plantações, que traz esperança e vida é a mesma que o homem acha que domina e  tende a enfrentá-la, levando a pior. Basta ver os noticiários todos os anos; a fúria desta, ontem, esteve na minha frente e senti medo. Todavia, existe a outra água, aquela usada no Santo Batismo, que desceu pela cabeça de tantas figuras ilustres na face desta terra. A água usada pelo profeta João Batista, batizando Jesus; Ananias batizando o apóstolo Paulo e tantos outros. O poder dessa água eu desejo e vou conhecer, onde ocorre a transformação do homem, a transformação da visão carnal na visão espiritual do filho do HOMEM! Essa é a verdadeira água maravilhosa, onde seu poder transforma as pessoas no caminho do bem e da caridade. Peço perdão ao leitor, não estou querendo ser piegas, nem moralista, não é do meu feitio.

(*) Advogado criminalista e professor universitário

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