ARTICULISTAS

A triste perda de um Amigo, o silêncio e a consternação

Sentado no meio fio, em meio ao passeio, e de frente à casa em que nasci. Revendo...

Paulo Leonardo Vilela Cardoso
Publicado em 27/01/2016 às 20:42Atualizado em 16/12/2022 às 20:20
Compartilhar

Sentado no meio fio, em meio ao passeio, e de frente à casa em que nasci. Revendo e rememorando os momentos vividos em minha saudosa infância.

Desde os três anos de idade, a rua já era minha alegria, e os filhos dos vizinhos, com idades semelhantes, os melhores amigos.

A rua foi mágica, e como qualquer operador de magias, fez vislumbrar nos detalhes coisas inimagináveis. Os grandes quintais eram o foco das reuniões e das brincadeiras! Mangueiras, jabuticabeiras, goiabeiras, pés de tamarindo, dentre outras frutas, integraram com estilo o nosso palco. Naquela época, poucos tinham carros, e nós dominávamos o espaço dos veículos.

Pique pega, polícia e ladrão, esconde-esconde, futebol, e até de estátua brincávamos com os demais. Os muros das casas serviam de bancadas para assistir às vizinhas tomando sol ou até mesmo trocando a roupa. O muro era mais que equilíbrio.

As brincadeiras entre meninos e meninas faziam revelar paixões, e o apertar das mãos fazia brilhar os olhos, e tremer o corpo, dos pés a cabeça! Sentado no passeio, o mundo era nosso. Visitar outros quarteirões trazia medo, mas ao mesmo tempo revelava o prazer da conquista!

A gente cresce, ganha novos amigos, até que quando a vida parece perfeita as surpresas, os desastres, atos que pareciam impossíveis e que nos levam ao solo aparecem. São coisas da vida?

Perdi pessoas queridas na minha vida, e em cada uma delas o sentimento de perda redobra suas forças, e todas as lembranças pipocam, minuto a minuto, fazendo relembrar o apanhar das jabuticabas, e a pergunta a Deus da razão daquele sentimento de paz não ser perpétuo.

Perdi um grande amigo neste final de semana, Carlos Alberto Penna, e o sentimento de perda bateu de frente, levando-me ao solo, ao ponto de questionar a Deus a razão disso tudo!

Sentando ao solo, como criança, em um brincar de bilocas, verdes, azuis, integro o meu amado amigo na partida, e outorgo a ele a oportunidade de começar o jogo, e sorrir com os disparates das batidas, e os estalos dos sons!!!

Vá em paz Meu Amigo! Que Deus, Seus Pais e parentes queridos, inclusive o irmão José Neto, te amparem nos lençóis do Céu, que amparam os bons!!! Valeu meu irmão!!!

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Logotipo JM OnlineLogotipo JM Online

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

Logotipo JM Magazine
Logotipo JM Online
Logotipo JM Online
Logotipo JM Rádio
Logotipo Editoria & Gráfica Vitória
JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por