Caro amigo leitor, continuo respirando com a graça e pela graça do Criador. Pois bem, a companheira Dilma, em plena campanha pela reeleição, tem feito coisas que nem o diabo acredita. Com relação ao Ministério dos Transportes, a ilustre companheira esqueceu muito rápido da suposta faxina que prometeu fazer naquele órgão. Entregou de bandeja o cobiçado Ministério para o PR – Partido da República – mais ainda, o trigésimo nono será entregue para o PSD – Partido Social Democrata – precisamente para o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Vale tudo pela reeleição.
Nunca antes na história desse país um processo eleitoral foi deflagrado tão precocemente, lembra quem falava e fala dessa maneira? Esqueceu? É o ex-presidente Lula e atual presidente adjunto, o comandante mor da reeleição da ilustre companheira, juntamente com os PeTralhas e a tão propalada base aliada, que, na minha opinião, é sinônimo de quadrilha.
Toda essa patranha com o argumento de que ninguém governa sozinho, daí esquece os princípios e compromissos assumidos ao longo da história – ética, moralidade e probidade pública, dentre outros. Até parece que a mãe do PAC foi cometida de alguma síndrome, qual seja: a da reeleição, só pensa naquilo... e não fala de outra coisa.
Enquanto isso, o país está patinando. Basta olhar o ano que passou e analisar o desempenho na economia. Sempre os mesmos problemas: falta de estradas, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos, enfim, infraestrutura caótica para um país que deseja a modernidade e a eficiência. Com esse olhar vesgo, essa forma de fazer política rasteira e rameira, jamais vamos conseguir excelência em governabilidade, eficiência, transparência etc.
Enquanto um produtor americano consegue colocar uma tonelada de soja num porto ao preço de 60 doláres, aqui na terra de Cabral, esse preço chega a 120 dólares, quer no porto de Santos ou Paranaguá. Qual a explicação para esse disparate? Ausência de logística.
Entra governo e sai governo, porém, as formas e tratativas políticas de governabilidade são as mesmas, inclusive, neste governo petista – luladilmismo. Uma década de fisiologismo, ou seja, nunca a oração franciscana esteve tão atual – é dando que se recebe – todavia, a promessa desse governo era no sentido de passar a limpo e ter uma nova forma de fazer política – uma presidenta gerentona. Aliás, diga-se de passagem, que a gerentona participou ativamente da administração anterior, lá esteve por oito anos. Tempo mais do que suficiente para conhecer todas as mazelas da governabilidade. Mudou alguma coisa?
Dê uma olhada, meu caro leitor, nas últimas “mudanças”.
É... além de um apagão logístico, estamos presenciando um apagão cerebral. A doença do ex contagiou a nossa gerentona – não me lembro de nada, não vi nada, não estava lá, fui enganada etc etc. Tudo pela governabilidade.