ARTICULISTAS

O melhor do pior

Ana Maria Leal Salvador Vilanova
Publicado em 24/02/2025 às 19:20
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O mundo confirmou, estarrecido, o que já se suspeitava. Os bebês da família Bibas, sequestrados no atentado de outubro de 2023 em Israel, morreram em cativeiro. Seus pequenos restos mortais foram recuperados e puderam ter seu funeral.

Eles eram demasiado inocentes, e sua captura deixava demasiado claro o horror de toda aquela ação. O que justifica a violência contra eles? Não há resposta possível, sem racionalização e desumanização em toneladas. Entre todos os momentos tristes desta história, esse deixa marcas.

No Brasil, outro momento triste e inesperado, porém com final bem diferente. O influenciador católico Tiba Camargos sofreu um acidente ao bater com a cabeça, num mergulho. As condições eram nervosas, ele pensava que o filho estava se afogando e deu o salto que quase lhe custou a vida.

Amigos presentes o socorreram e, imediatamente, acionaram todos os meios para levá-lo ao hospital para os indispensáveis passos a seguir, cirurgia e cuidados intensivos, além de monitoramento constante.

Vida salva, mas situação ainda periclitante, exigindo novas cirurgias e, com certeza, muito, muito tempo de recuperação. Os amigos compareceram num primeiro momento, mas apenas os primeiros dias já deixaram claro para a família que, em qualquer hipótese, os custos serão altíssimos.

Instada pelos amigos, a esposa lançou uma campanha de arrecadação em que, quase pedindo desculpas pela meta proposta, ela explicava em detalhes todo o ocorrido e a difícil realidade que se impunha. Sem recursos, a família estava destinada à falência.

E o povo compareceu. Não apenas chegou ao objetivo proposto em pouco tempo, mas continuou doando até dobrar a meta. Parece muito, mas quem já passou por situação semelhante recomenda prudência no gasto, porque a necessidade é gigante e, sem controle, vão-se os recursos num instante.

Assim se aferem culturas. Enquanto umas desumanizam, outras amparam. Umas criam o pior momento da vida de uma pessoa, enquanto outras amortecem o golpe, quando esse momento chega por qualquer via. Às vezes, não há como evitar a adversidade, mas sempre, sempre, se pode apoiar quem está lá.

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