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Presentes

Ana Maria Leal Salvador Vilanova
Publicado em 23/12/2024 às 20:01
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Casamento na Turquia é outro nível. Uma colega de trabalho mostra o seu álbum de fotos e logo chama a atenção a grandiosidade de tudo. Ter trezentos convidados é normal, e a celebração é animadíssima. Se o número de convidados pode ser igualado por qualquer ocidental chegado a uma festa, a questão dos presentes é outro patamar.

Em geral, em nossa sociedade, recebido um convite para algum casamento, busca-se informação sobre o presente mais adequado. Hoje em dia, os noivos, muito práticos, fazem uma lista virtual, assim os convidados podem escolher qualquer item que, com certeza, vai agradar. Quando não havia essa facilidade, era perguntar o que queriam, o que ainda não tinham, ou arriscar uma surpresa.

Não, na Turquia. Vendo o álbum e acompanhando a evolução da festa, fica claro que, por lá, só vale um presente de casamento, e um só, ouro. Depois da cerimônia, convidados sentados para a refeição, os noivos começam a percorrer as mesas, cumprimentando um a um. É quando acontece o fenômeno.

Para a noiva, são pulseiras ou colares de ouro puro, que cada convidado vai nela colocando, junto com os votos de um feliz matrimônio. Para o noivo, são pequenos pins espetados na gravata que, pelo número, quase pesam. No fim, a feliz noivinha não pode abaixar os braços, ou se verá num mar dourado, tantos são os adornos nos seus braços. Entende-se que as peças serão vendidas paulatinamente, para suprir as necessidades do casal.

É só dar uma volta no Grand Bazaar, inescapável ponto turístico em Istambul, para ver ouro de verdade. Enquanto as joalherias ocidentais buscam realçar a característica única de cada peça, por lá, são pulseiras e mais pulseiras enfileiradas, lembrando mais salsichas penduradas num açougue do que peças de arte caríssimas, que, de fato, o são.

Lembro-me disso ao ver a história da visita dos Reis Magos, quando lhes foi anunciado que o Rei dos Judeus havia nascido. O bebê não tinha um berço onde deitar nem roupas para vestir. Mais prático seria trazer utensílios domésticos, roupas, coisas assim. Mas os reis trouxeram o que tinham de mais valioso, presentes dignos de um Rei: ouro, incenso e mirra.

Decerto nos dão uma pista. Ao Rei, apenas o melhor, o que de mais valioso temos a oferecer. E Feliz Natal a todos!

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