Todos nós vivemos tempos de grande inquietação, cenários apocalípticos nos cercam, guerras incessantes, mudanças climáticas extremas, pandemias e até mesmo o espaço íntimo das famílias está em crise. Essa vida desgovernada nos leva a um estado de desesperança, onde o futuro parece uma estrada sombria.
Este ano, na preparação para o Natal, o tema escolhido foi “Peregrinos da Esperança”, que nos ofereceu uma pausa para respirar, uma oportunidade para vislumbrar a possibilidade de renovação e mudança.
Vamos nos dar asas, imaginar caminhos diferentes, acreditar na capacidade humana de criar, reconstruir e curar. Esses momentos de conflito e de ingratidão podem abalar nossa crença, mas é importante lembrar que perder a esperança na humanidade é de certo modo perder a fé em nós mesmos.
Lembranças da tia que chegou de Araguari e recebeu no Hospital Hélio Angotti o diagnóstico terrível. Aflita, contou a todos e dirigiu-se à igreja Santa Teresinha com uma rosa nas mãos; nos olhos, uma chama de luz diante de um futuro de trevas. Enfrentou as perspectivas incertas com coragem, com uma força contrária a esse panorama, superou a doença, mostrando que a esperança é mais que um sentimento, é uma força ativa que nos motiva a lutar, acreditar e buscar o impossível. Após a cura, foi viajante, romeira, vagou pelos quatro cantos do mundo.
Eu e Ani sempre fomos peregrinas da esperança. Nunca a vimos como um farol distante. Você já imaginou esse sonho germinando, aguardando o momento de florescer? Você já acreditou que a cura, a reconciliação ou o novo começo estão por vir?
Como uma parteira, a esperança nos encoraja a suportar com paciência e a atravessar as dores com coragem, sabendo que, do outro lado, algo novo e precioso nos aguarda. Vamos fazer do momento presente o prenúncio de um novo horizonte. É o renascimento.
Como humanidade, o desafio é alimentar essa esperança ativa, que não é uma espera passiva pelo milagre, mas uma força criativa que nos motiva a agir, resistir e persistir.
Abracemos a Esperança!
Dois beijos...