Nesta manhã de primavera chuvosa, após descer do ônibus, comecei o meu caminho até o trabalho, passando na tapiocaria da Lourdes, para terminar com uma lambida de um cachorro no pé do ouvido.
Enquanto saboreava a minha tapioca feita na brasa, ouvi um senhor pedir uma tapioca Sodoma. Pensei… que sabor é esse? Bem discreto perguntei a Lourdes que sabor era aquele. “Ele pediu só goma, sem manteiga”. Ahhh! Sorrimos.
Já saí de lá dando o mote da minha próxima crônica, sobre ouvir errado, e até escrevi no meu zap ‘Sodoma e só goma’, para não esquecer. Afinal, estou nos meus cinquenta e não poucos, oito anos.
Na metade do caminho, aí é onde entra o personagem Júpiter, não Dupler, como entendi a princípio. Seu tutor Wellington: “É Júpiter, como planeta”. Deve repetir muito isso. Mas, um cão de olhos azuis… estrangeiro, né? Acho que por isso fiz a ilação.
Deveras muito simpático. Deixou-me tirar uma selfie. Foi quando Júpiter tratou de me dar uma lambida no ouvido; tal parte que nos fez dialogar de como às vezes as palavras nos confundem.
Aleguei na minha concepção, se deve a fatores externos de temperatura e pressão, bem como a constituição da anatomia auricular, própria de cada ser humano e/ou de grupos étnicos específicos.
Deixados os entretantos de lado, passamos logo para os finalmentes. Autorizou-me a escrever sobre o grande encontro. Saímos mais certos ainda, de que, independentemente do idioma, uma lambida canina na orelha já diz tudo, fala mais do que mil palavras.