Alguns dias atrás, a maioria dos brasileiros estavam ligados no STF. Vimos pessoas com fones de ouvidos ou com celulares colados nas orelhas e ao chegar em casa, vejo meu filho ligado no tablet, na transmissão do julgamento.
Mas o detalhe interessante, que atentei somente depois, foi que as cores das vestimentas dos ministros eram no tom de azul marinho, não sei se por padrão da Corte, e o único diferente, estava no terno de cor cinza do André Mendonça.
Não sei por qual motivo. Se de modo aleatório ou talvez proposital. A fim de se mostrar diferente dos demais. Até mesmo pela posição que o ministro estava naquele momento, com toda atenção voltada para si, não tinha como ser diferente.
Dada a sequência dos fatos, diante dos quiproquós, surge a luz da paz, vinda da única mulher da Corte. Por coincidência, vestindo branco. Fez uso da palavra. Disse sentir-se envergonhada, pediu desculpas à população e parcimônia aos presentes.
Por fim, mais uma vez no ambiente em que impera falas masculinas, uma chamada feminina destoou, roubou a cena, captou a atenção da massa, atraiu para si todos os holofotes. Ganhou também a admiração do meu coração e de muitos.