Bons tempos em que chiclete só promovia alegria. Aceitar o desafio para conseguir se fazer uma bola maior do que a do colega. Quando estivesse vencendo, crescendo a bola gigante, o dedo entrava em ação e a estourava, fazendo grudar no rosto. Tudo terminava em gargalhadas.
A goma de mascar se tornava perigosa, quando poderia viciar em cigarro. O maço custava 90 centavos e com o troco de Um Cruzeiro se compravam chicletes, balas... Qual criança não iria querer comprar cigarro para os adultos? Daí, a mensagem subliminar já entrava aos poucos na mente. Engolir a borracha e ficar grudada para sempre no bucho era o de menos.
Bem pior deu-se nesses dias, pois a palavra chiclete não larga de nossas ouças; grudadas mais que cera de ouvido, do tipo que o médico tem de remover por meio de lavagem. Devido briga provocada por conta de chiclete jogado nas costas, um jovem adolescente está em coma e outro jovem, piloto promissor, preso.
Porém, como sempre digo, o chiclete mascado, refugado, não fora o culpado pelas vias de fato, desinteligência tal qual Nelson Piquet e Eliseo Salazar. Pois o carro já vinha descambando ladeira abaixo. Posto depois do ocorrido, a mídia mostrou que já havia tido outros Telecatch Montilla, sem os divertidos Viking, Ted Boy Marino e Fernandez.
Tais galinhos de briga, sem patrocinadores oficiais, à lá o ator Charles Bronson, no filme “Lutador de Rua”, nas ruas da velha New Orleans, dos anos 30. Só era questão de tempo para uma briga de Ping Pong, num toma lá dá cá de socos, até um cair como Ploc, nocauteado ao chão. Tomara despertem para as lutas reais da vida adulta.