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Coleiras fêmeas - Baseado em Substantivo Abstrato

Charles Thon
Publicado em 24/03/2026 às 20:25
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Lembro como se fosse hoje das irmãs musas da família Oliveira. A Ísis de Oliveira, na personagem da bela Lucy Laugier, fazia os jovens da minha época sonharem em fazer parte da corte da novela global “Que Rei Sou Eu?”, de 1989. Já a sua irmã Luma, atriz também atuante em novelas, causou repercussão que reverbera até os dias de hoje, quando usou na passarela da Sapucaí um colar no estilo choker, gravado com o nome do seu amado, Eike Batista. 

Pronto, tal desfile fora suficiente para criar moda feminina inspirativa, numa forma de as musas foliãs demostrarem aos donos dos seus corações que pertencem só e somente só à sua ordem; pelo menos até aquele reinado de Momo. Pois a depender da nota do samba-enredo, se houver descompasso na bateria, brechas deixadas entre as alas, o nome poderá mudar. Afinal de contas, carnaval tem todos os anos e minha coleira, minhas regras. 
Outras mulheres, não de Atenas, repudiam com cólera atitude submissa. Mas quem muito não gostou mesmo, pelo papel invertido que fizera, atende pelo nome de Waldick Soriano. Posto se revirar no túmulo, decepcionado porque tanto cantou: “Eu não sou cachorro, não / Pra viver tão humilhado / Para ser tão desprezado”, que na imagem de cafajeste da Velha Guarda, sem dúvida com todas as suas forças machistas, pragueja as culposas feministas de substantivo concreto. 

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