Foi-se o ator Rui Rezende, o lobisomem da novela global “Roque Santeiro”, de 1985/86. O ator morava no Retiro dos Artistas. Morada que, pense, sempre tive muita vontade de conhecer, mas que cometi o mesmo vacilo de todos que vão morar no Rio de Janeiro. Feito isso por três vezes, sempre achei que teria tempo. Mas o senhor tempo seguiu o seu fluxo impávido.
Um Local não de monumentos históricos, estátuas maravilhosas, mas de pessoas feitas de carne e osso; de sonhos achados, perdidos, esquecidos, relembrados. Testemunhas de histórias reais e fictícias, como a do “Impérios de um lobisomem / Que fosse um homem / De uma menina tão desgarrada / Desamparada se apaixonou”. Na voz de nosso conterrâneo Zé Ramalho.
Bem como, representados pelas mãos de nossa também conterrânea, minha prima @manudapazz, por sua obra de arte “O Figurante” que mostra a força e a fraqueza dos personagens. Que caso venham assumir o papel principal de ator, não haverá mais tanta opção de cortar a cena. Tal qual, somos todos figurantes nesse tablado, cujo desenrolar desse roteiro espetacular só Deus sabe como termina.