Eis que o cancioneiro popular Geraldo Azevedo não fazia ideia de quando poematizou esta canção, escrevera tal letra, cairia como uma luva muitos anos depois (a meu ver), como alusão ao mês branco, referente à conscientização da saúde mental, mesmo com profissionais da área sempre apostos a bem atender.
Senão vejamos: “Se você vier / Pro que der e vier, comigo”. Ou seja, ali, juntos, grudados; ninguém solta a mão. “Eu lhe prometo o sol, se hoje o sol sair / Ou a chuva, se a chuva cair”. Isto é, nos dias bons e ruins, mesmo que o tempo e as circunstâncias não sejam favoráveis.
Cuja letra, não apenas de conotação romântica, mas abrangente no sentido de amizade, solidariedade, nos versos: Se você vier / Até onde a gente chegar / Numa praça, na beira do mar / Num pedaço de qualquer lugar”. Noutras palavras, em quaisquer lugares por mais improváveis que sejam.
Por fim, “Nesse dia branco, se branco ele for”. Mas se não, se estiver nublado, nebuloso de tudo, tempestuoso do amanhecer ao anoitecer... “Esse canto, esse tanto é de amor”. Sempre comigo, mas também com Jesus; amigo, faça chuva ou faça sol, a esperar no banco da praça de janeiro a dezembro.