Segundo Gênesis, “A árvore era aprazível aos olhos”. Pronto, eis o motivo pelo qual tudo começou. Não foi pelo conhecimento do bem ou do mal, o ser humano pouco estava se lixando para isso. Se dependesse de querer saber tal qual Deus, os frutos teriam amadurecido, caído, murchado e nós ainda estaríamos nus.
Contudo, temos todos que usar roupas, isto é, nós, os civilizados que vivemos na civilização, que matamos para não comer. O que explica o fato de a mulher passar horas olhando vitrines no shopping (está no sangue), enquanto os homens sentam pedindo a Deus para irem logo para casa.
Mas, como a mulher proveio da costela do homem, o homem tem na sua genética um pouco do também gostar da beleza. Não à toa vemos homens se vestindo nos trinques, como dizia Timóteo à sua esposa Elisa, na novela “Tieta”, do Agreste.
Hoje, existe até os “traficunts”, que são os fora da lei que se vestem conforme a moda, não importando o lugar sem glamour em que residam. Tal qual o termo “bandivo”, referindo-se àquele que se faz de valentão na frente dos machões e beija outros homens às escondidas.
A verdade é que, para algumas pessoas, gaiola bonita dar sim de comer a canário. Estas se dispõem a correr todos os riscos que uma vida bandida pode oferecer. Umas sempre vão desejar um Bagdá brasileiro, mesmo que peguem em bomba, e outros, uma boneca de porcelana, mesmo que ao se quebrar corte mais que gilete.