Confesso nunca ter conseguido assistir a filmes por completo. Um deles é “E o Vento Levou”. O sono sempre me venceu. Fico de assistir em DVD, mas nunca o fiz. Outro não muito recente, mas que trata de assuntos ambíguos de tempo, é o “2001 - Uma Odisseia no Espaço”, o qual assisti no máximo à parte em que astronautas adentram a nave espacial e também sempre fiquei de assistir até o final.
Ambos os filmes têm um enredo diferenciado. Em “E o Vento Levou”, trata do amor entre homem e mulher, situado em meio à Guerra Civil Americana e que, por força do destino, se separam. Há uma cena icônica do filme, quando a personagem Scarlett O’Hara arranca um rabanete, ergue-o para o alto e diz: “Jamais passarei fome novamente”. A necessidade dela à época era de alimentar o corpo.
Outro filme, “2001 - Uma odisseia no Espaço”, de ficção científica, inicia com macacos analisando um totem que surge do solo. Findam-se a bater com ossos no chão, sob o clássico poema sinfônico “Also Sprach Zarathustra” (Assim Falou Zaratustra), composto por Richard Strauss, cujo enredo explora a evolução humana, a inteligência artificial e o contato com extraterrestres. A necessidade deles era de conhecimento.
Mas surge a hora em que a vida imita a arte, como agora chega ao conhecimento do público mundial, a saga do chimpanzé Punch, que, tendo ficado órfão, adotou um chipanzé de pelúcia como mãe, causando revoltas entre o grupo, que, não aceitando, passou a tratá-lo de modo agressivo. Até que uma chimpanzé encarou o bando e abraçou o macaquinho, adotando-o como seu filhote, causando emoção em todos. A necessidade de ambos foi de abraços, que alimenta o corpo e a mente.