Foi avisado até dizer basta pelo profeta Miquéias que de “Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, sairá aquele que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Saiu, mas os habitantes dos palácios, dos templos de Jerusalém, no momento, não olhavam para o céu.
Como prova inconteste da indiferença dos que a palavra se destinava, foram os Três Reis Magos do Oriente quem primeiro viram a Estrela-Guia. Pessoas de outro tipo de crença. Não por menos, Jesus afirmou que “muitos virão do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus”.
Assim, vale atentarmos para a principal essência que permeia o evento natalício, a de que o Menino por Deus nos dado nasceu envolto a representações dos três reinos da natureza: o animal (seres vivos), o mineral (ouro, incenso, mirra) e o vegetal (palhas da manjedoura). Tudo em um só, para ser um só em todos.