Sim, cada um tem o seu racismo bem particular. Cada qual elege o seu pódio. Deixando bem claro (ops, fala racista?) não o que somos capazes de fazer alguém passar, mas sim daquilo que racistas pensam sobre tu, nós, eles. Vocês acham que não? Então, veremos que todos neste mundo sofrem sim racismo, aqui, acolá, alhures, além-mar.
O coitado do burro, jegue, jumento, babau, fofachão, breguesso, como cantou Luiz Gonzaga, pense num bicho (ops, outra fala racista?) para ter apelidos. Ainda bem que há tempos já tentaram dar uma moral para o animal de quatro patas. Jesus, ao invés de entrar na cidade com um alazão, preferiu entrar sentado num gangão.
Se tinha algum vira-lata seguindo na procissão, a Bíblia não relata, mas que agora já são chamados de caramelos. O que não faz muita diferença, porque estava junto daquele que sofreu racismo quando ouviu se porventura viria alguma coisa boa de Nazaré; cidade à época repleta de várias etnias.
Se você é branco nordestino? Se fores para os lados do sul do país… Hum, sei não! Alguns te farão se arrepender. Ah, você já é do lado dos mais ricos da nação? Vai aos Estados Unidos? Serás um eterno latino-americano, mesmo com dinheiro no bolso. O quê? Você é estadunidense raiz? Então, se for gastar o seu inglês com os britânicos, talvez ouça o que não queira, se é que vais entender a língua original.
Como vemos, todos somos passíveis de sofrer racismo. Algo que não dói apenas na alma, mas dói como se fosse um soco na boca do estômago; chega a tirar o ar dos pulmões. Se você nunca levou, que bom. Mas aconselho a não socar seu ninguém. Sem olhos de raio-X, talvez não vejas, mas lágrimas de sangue jorram.