Pilotar motocicleta sempre foi e será tido como sinônimo de ser livre. Fato esse desde comerciais televisivos, com seus personagens acelerando, e seus cabelos ao vento, como numa Infinita Highway. Sempre finalizando com o mote Asas da Liberdade. Detalhe que a obrigatoriedade dos capacetes hoje em dia tenha engessado os ventos nos olhos semiabertos.
Queria mesmo poder engessar esse número de mortandade contra as mulheres por parte de homens que se acham seus proprietários. Como na crônica que escrevi tempos atrás, sobre agressão com o capacete na cabeça da companheira (tomara já seja ex), fazendo-a cair da motocicleta. Que, por coincidência, recebi a informação de sua publicação no Jornal da Manhã de Uberaba, Minas Gerais.
Como se já não bastasse, eis que um sujeito, na segunda-feira de carnaval, na cidade de Baia da Traição, empurrou a namorada da garupa da moto, após uma discussão, causando a morte da jovem guarabirense Rayla Cavalcante, de 23 anos. Preso, caiu em contradição, mas terminou confessando o ato criminoso. Quanto tempo ficará trancafiado somente Deus sabe. Porque, pela velocidade no conta-giros da lei, logo estará dando grau.