Tendo enviado a matéria da terça-feira, ouvi da minha editora ter achado que eu escreveria sobre o tal jogador que, diante de meio mundo, destratou a árbitra de futebol, por conta do resultado de jogo desfavorável. Confesso não ter visto o lance, até porque, mesmo estando certo, nada justifica o seu papel feio. Pedi-lhe desculpas em nome de todos os homens, tão logo tratei de atender à sua sugestão.
Canta Humberto Gessinger: “Nessa terra de Gigantes / Que trocam vidas por diamantes”, a Luanja Dantas e Kaciane Santos têm em comum sonhos. Mulheres com histórias diferentes, como não poderia deixar de ser pelas idades. Mesmo com fenótipos diferentes. Uma de madeixas loiras, a outra de madeixas pretas. Ambas lutadoras, cada uma no seu ringue, cujos adversários atacam de vários francos.
“Ei, mãe! / Eu tenho uma guitarra elétrica / Durante muito tempo isso foi tudo / Que eu queria ter”. Isso, certamente, foi a realização de um sonho. Assim como a Luanja tem o de que homens não desrespeitem mulheres, no privado e muito menos em veículos de comunicação. Tal qual Kaciane, que, pela aparência, tem o pezinho na terra onde se rodou o filme “Lawrence da Arábia”, sonha em conhecer Dubai.
Por que Mulher Coca-Cola? Ora, se “A juventude é uma banda / Numa propaganda de refrigerantes”, substantivo masculino. Como não comparar a mulher com a bebida mais original que existe? Por favor, homens refrigerantes, respeitem a história das mulheres. Uma misteriosa fórmula que ninguém consegue copiar. São únicas ao mesmo tempo diferentes. Seus valores muito excedem aos de rubis.