Certa vez, li numa crônica antiga, de que a esposa pintou o cabelo e foi ao motel com o marido. Pela manhã, recebeu um telefonema de uma amiga, dizendo que viu o seu marido entrando no motel com outra mulher. Ela riu, disse que se tratava dela própria. Contou ao marido, que também achou engraçado.
Mical, a primeira esposa do rei Davi, até hoje é defenestrada pelo mundo masculino e feminino, por ter zombado dele ao dançar para Deus em gratidão, pelo retorno da arca da aliança. Servindo até de justificativa para a merecida traição de Davi com a Batseba. Veredito dado mais pelo universo feminino.
Sara, a traidora mais recente, está sendo condenada por ter pulado a cerca, tendo muitos a culpado por ter gerido o motivo pelo qual o seu ex-marido tirou a vida de dois filhos do casal. Se a turba pudesse retroceder no tempo, de preferência antes de Jesus aparecer na área, apedreja-la-iam sem dó nem piedade.
Por incrível que pareça, a única mulher que supostamente traída pelo seu esposo, usurpada nos seus recursos financeiros, mas que permaneceu fiel aos seus propósitos matrimoniais e que recebe a sororidade da maioria das mulheres se chama Jenny. Pelo motivo maior de ter sido esposa de Karl Marx. Não fosse por isso, passaria despercebida. Seria só mais uma.
Sim, o marido, da história do motel, logo depois também recebeu um telefonema de um amigo, que não o reconhecendo, mas que reconheceu a esposa (mesmo de peruca), disse que a viu entrando no motel com outro homem. Ele contou à esposa, que também achou engraçado. Porém, ouviu do esposo: Sinto muito amor, mas a sociedade vai me cobrar. Puxou o trezoitão, fez a mira... Bang!