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Padaria Kipão - Baseado em Ki-Suco Bão

Charles Thon
Publicado em 14/05/2026 às 18:20
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Após a água e o cafezinho… Por favor, Natália, você tem uma caneta que me empreste? “Tenho sim!”

Foi-se o tempo, no bairro Assis Chateaubriand, em Guarabira, que eu corria para comprar pão, e repetindo: Três pão, três pão, três pão, para não esquecer (sim, qual criança de seis anos fala três pães?); segurando forte a nota verdinha de Um Cruzeiro, tão apertada por entre os dedos, que nem pensamento passava. Por vezes, Naldinho (filho de Pereirinha, amigo de meu pai), tentava me segurar, e até hoje, após mais de 52 anos, relembra em achando graça, sempre que nos reencontramos em João Pessoa.      

Tal corrida mudou o itinerário quando nos mudamos para a casa de número 50 à rua Três de Maio. Porque agora, comprava pão na padaria Nossa Senhora das Mercês, que ficava entre o Educandário Rui Barbosa e o restaurante “A Paraiguara”. Após pagar para a simpática senhora de cabelos grisalhos, agora o “pernas pra que te quero?” era para chegar em tempo de assistir ao “Sítio do Picapau Amarelo”. Torcendo, é claro, para a turma não ser pega pela Cuca e/ou, ainda pior, ser levada pelo Minotauro para o labirinto.

Eis que hoje não preciso correr para alguma padaria, ao menos nesta tarde especial. Pois tenho todo o tempo do mundo para esperar pelo meu confrade Artur Neto, na padaria Kipão, no centro de Guarabira, de frente ao Mercado Público do meu passado. Degustando um quentíssimo cafezinho da melhor qualidade, com um atendimento à altura, pelos meus mais novos amigos: Claudia, Tailla, Natalia, Adriano, Everton e Jailson. Que fazem questão de registrar serem Roberta e Rafael os proprietários da padaria.

A saber que as coincidências do destino são provas cabais de estarmos entrelaçados por aviamentos. Posto Rafael ser filho de seu João Fernandes, o fundador das Confecções RICOL. Lugar onde minha mãe foi das primeiras a exercer a arte da costura. Tais detalhes sempre nos trarão de volta ao ponto de partida. Seja para acertarmos contas, recebermos recompensa, revivermos lembranças que teimam em nos alertar: Tens ainda muito a viver. Mesmo que o café de agora não seja mais o Cruz de Lorena.

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