ARTICULISTAS

Pichar in Pixel - Baseado em Um, Dois, Três, Estátua!

Charles Thon
Publicado em 23/01/2026 às 10:23
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Vejam só como as estátuas de uns tempos para cá têm ganhado fama na sociedade. Antes percebidas apenas por pombos, agora são cidadãs ilustres, diferentes das suas irmãs feitas de bronze. Cadê a do Poeta Manoel José de Lima, o famoso Caixa D’água, que ficava postada na ponta da praça Aristides Lobo? Levaram a mala e depois vieram buscar o corpo.

Nesse caso mais recente, fresquinho feito pão quentinho, uma mulher indígena foi presa ao pichar com tinta uma estátua pública em meio a uma manifestação. Bastou para o grupo de lado oposto protestar, equiparar com a pichação da estátua justiceira, feita com batom, cobrando que essa tenha o mesmo peso e a mesma medida.

Na primeira pichação polêmica, leu-se: “Perdeu, Mané”. Na frase de agora: “Brasil Terra Indígena”. Daí, tome as autoridades caírem em cima de ambas malfeitoras para puni-las na forma rigorosa da lei. Escreveu, se leu ou não, o pau comeu. Fato este transmitido em cadeia de rádio e televisão a todo o território nacional.

Nisso, um indiozinho antenado, que assiste a toda a muvuca na TV da aldeia, pés descalços, bucho grande, mas não de comida (até que poderia rimar com lombriga), passa o antebraço no nariz (alguém comendo? Ele ainda não), respira fundo, olha para a mãe, aponta o dedo... “Tem como mim entrar na tua barriga e nascer estátua?”

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