Deu um tempo. Parte da história, Raul Jungmann, morrer mesmo não morreu. Talvez poucos saibam de quem se trata, mas, assim que ouvi a notícia, já liguei o nome à fisionomia da pessoa. Achei interessante nos detalhes ser o dito cujo como se fosse uma loja de pedras preciosas.
Senão vejamos: começou a carreira política no partido comunista do Brasil, fundou o PPS, mas foi ministro de Fernando Henrique, ministro de Michel Temer, ou seja, assim como cada pedra preciosa tem o seu valor, tem a sua beleza e tem a sua clientela conforme gosto e valores, Raul Jungmann foi um colar ao estilo Riviera.
Prova inconteste de que os diferentes podem conviver juntos. As ideologias podem dividir o mesmo espaço; cada qual querendo o bem do próximo, lutando de modo saudável, de maneira harmoniosa, buscando a luz para aqueles que votaram em si, mas também não querendo apagar a luz dos que foram eleitos por outros eleitores.
Ainda mais interessante da coincidência, terminou a sua estadia aqui na terra presidindo o Instituto Brasileiro de Mineração, o que remeteu minhas lembranças ao general Marco Martim, parceiro da Adesg, com palestras exatamente sobre a mineração no Brasil, a todos os presentes, de maneira brilhante.