Mas eis que, nessa noite de luzes, chamou-lhe atenção não o chão, onde é a base de tudo, no qual as pessoas pisam, se sentem, dependendo da sua feitura, seguras ou não. Insta onde ficam as marcas dos pés, descalços de crianças a brincar, de botas na construção, saltos altos a desfilar.
Certo em trazer ao plano mediano, que fica ao nível do nariz, as fotos na galeria dos imortais, dos que não estão e dos que ainda estão entre nós. Ora fazendo o que lhes apraz, enchendo o espaço com seus poemas, suaves como uma libélula, ora fortes como um pica-pau batendo forte nos corações.
Ei-lo o teto que lhe chamara a atenção da hora que adentrou naquele luxuoso mausoléu de imortais, mais vivos do que nunca; saber que aquelas madeiras rústicas, pouco aplainadas, pelos parcos recursos “menuisier” dos séculos passados, ainda estão ali, protegendo a todos e capturando os agradecimentos a Deus.
Logo pode sentir o cheiro da madeira rústica, do suor escorrendo pelas testas na emoção dos discursos pretéritos. Imaginar as emoções dos familiares ao descortinar a fotografia numa época do lambe-lambe na praça Pedro Américo. Dado lugar agora as chapas digitais, trabalhadas com todos os recursos modernos possíveis à máquina.
Porém, nada que supere, não se tratando de uma medição de forças, e sim de reconhecer quem é quem nesse mundo da poesia inspirativa, em que as palavras, gestos e lágrimas ditam as regras do jogo de emoções. Cabendo exatamente ao teto ser o receptor, bem como servir de passagem ao som do violino, para o deleite do inspirador imortal Arqui’Teto.