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Ultraman Perotti - Baseado em Sou Mais o Nosso

Charles Thon
Publicado em 24/08/2026 às 18:13
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Pois é, para quem nos anos 60, 70, 80 assistiu ao seriado japonês “Ultraman” achava que não tinha para ninguém. O androide se transformava num traque de salão. Pulava, pinotava, dava salto solto. Como se diz nos dias de hoje: Era um verdadeiro Jiraiya. Mas era o Ultraman, com superforça, voo, teletransporte e visão de raio-X, quem roubava a cena.

Mas pensando bem… Após ter contado que planei no ar com as duas pernas na Lagoa feito Jaspion, soube que Ultraman e tantos outros não eram tão poderosos assim. Por isso, os Godzillas da vida não perdiam a oportunidade de sempre tentar destruí-los. Buscando o ponto fraco destes para finalizar. Fazendo nossas tardes/noites na frente da telinha das TVs, ainda em preto e branco, parecer academia de luta. Daí, depois praticávamos no ringue de terra.

Porém, ah essa conjunção quando aparece…

Conheci na quinta-feira que antecedeu ao feriado do Dia do Trabalhador, por meio de um relato filial admirável por Micheli Perotti, a história de um pai que deixa no chinelo, a ver navios, tais super-heróis citados, posto seus talentos não serem fabricados. Disse, como uma fã, que o dito cujo pilota nada mais nada menos do que: avião, treminhão, trator, moto… Sem usar os óculos do Ultraseven.

Este sim, por nome de Moacir Carlos Perotti, pode bater no peito e dizer que enfrentou perigos reais numa vida de trabalho, por terra, água e ar, onde não há como repetir cenas. Quando o ato da ação não condiz com o roteiro, basta gritar corta e recomeçar quantas vezes for preciso. Tal super-herói humano só dispunha de cena única, nunca pôde contar com o corta. Quero um autógrafo.

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