Quase madrugada de segunda... Tão acostumados com as abreviaturas pelo encolhimento do tempo, que já não se completa mais com feiras. Somos o produto do meio em que vivemos. Que seja assim. “Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Jesus Cristo. Mesmo assim nos achamos. Quem lê entenda.
Fato por tantas notícias ruins que surgem uma após outra, por conta de vivos. Escrever sobre o quê? Mais do mesmo? Daí, pensei, falarei sobre mortos, como da crônica a mim enviada pelo imortal da Academia Paraibana de Letras, Ramalho Leite, e de sua resposta a minha indagação: “De uns tempos para cá, resolvi só escrever sobre defunto: não recebo reclamação nem concedo direito de resposta”.
Posto isso, fi-lo ao saber da morte da atriz Jennifer Runyon, de os “Caça-Fantasmas”, “Barrados no Baile” e “Charles in Charge”, após perder a luta contra o câncer. Chegou ao fim da linha para o começo de outra, deixando saudades, por ter feito tantos de nós rirmos com as suas interpretações.
Sua filha, a atriz Bailey Corman, escreveu: “Todas as melhores partes de mim vieram de você. Eu daria tudo por mais um dia juntas. A pessoa mais gentil e compreensível que já conheci. Minha melhor amiga. Eu não estava preparada para isso”. Mas quem nessa vida está? As Severinas também nunca estão! Mas morrem antes do tempão. Eita, rima do cão.