Comi pela primeira vez pinhão, o caroço de jaca cozido, de rico, em Caxias do Sul. Mas a prioridade será sempre da gralha-azul. Assim como a árvore, corre risco de extinção. Deus plantou, o homem tanto derrubou, a prejudicar o preservar de ambas.
Também conheci pela primeira vez o bairro Brasília Teimosa, de Recife, que, como o próprio nome sugere, teimou em ser fundado, levantou, derrubado, até que conseguiu se manter de pé, descalço, bem diferente da homônima de sapatos de cristal.
Quem não está tendo sucesso é uma plantação de araucária num canteiro de uma via pública, na cidade de Curitiba. Pois não é que alguém, já pela segunda vez, para o seu carro, desce, caminha tranquilamente até a plantação de voluntários e as quebram no tronco.
Mas será o Benedito. A dita cuja, ainda não identificada, fez isso no dia 29 de dezembro e primeiro de janeiro. Virou o ano do mesmo jeito que terminou. Sabe-se lá qual seria a motivação. Penso tratar-se de destempero emocional. Porque nada justifica ação tão desproposital.
Sem dúvida, será detida. A polícia já tem as imagens da lenhadora contumaz. Seus advogados devem estar trabalhando nas alegações. Solta, precisa ter sua saúde mental cuidada. Se haverá quem continue defendendo as araucárias além das aves... Tomara, pelo bem das nativas brasileiras teimosas.