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A arte da guerra no cotidiano mundial

Diógenes Pereira da Silva
Publicado em 22/01/2026 às 15:23
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A Arte da Guerra não ensina apenas a vencer inimigos, ensina a controlar sistemas. No mundo atual, essa lógica tornou-se regra. A guerra já não se anuncia; ela se impõe. Está entranhada na economia, no funcionamento do sistema financeiro mundial, político e na organização social das nações, operando de forma contínua, silenciosa e calculada.

A revolução tecnológica não libertou, refinou o domínio. O mundo cibernético transformou a informação em arma, a economia em campo de batalha permanente e a política em engenharia de manipulação. Vencer sem lutar, princípio central de Sun Tzu, tornou-se prática cotidiana: desestabilizar sociedades, dividir pessoas, controlar narrativas e governar pelo medo são hoje estratégias de poder.

Vejo um sistema político que não governa, administra conflitos. Alimenta crises para justificar controle, normaliza desigualdades e converte cidadãos em números, dados e estatísticas. A guerra moderna não mata apenas corpos; corrói valores, silencia consciências e condiciona pensamentos. O preço do alimento, o desemprego, a insegurança e a desesperança são armas tão eficazes quanto qualquer exército.

Acredito que a verdadeira revolução é romper com essa lógica de guerra permanente. Pensar tornou-se subversivo. Questionar virou ameaça. Manter autonomia intelectual é um ato político radical. Como ensina a Arte da Guerra, a maior vitória não é destruir o inimigo, mas desmontar o sistema que o sustenta antes que ele destrua a própria sociedade.

Diógenes Pereira da Silva

Tenente do Quadro de Oficiais da PMMG

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