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Assédio eleitoral: a liberdade de escolha precisa ser respeitada

Diógenes Pereira da Silva
Publicado em 06/11/2026 às 19:12
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O aumento das denúncias de assédio eleitoral em Minas Gerais acende um importante alerta sobre o respeito à democracia e aos direitos individuais. Os números são expressivos: segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), o estado chegou a 351 denúncias até 29 de outubro de 2026. Até o encerramento do segundo turno, em 25 de outubro, eram 212 registros. O crescimento demonstra que o problema merece atenção, inclusive depois do encerramento das eleições.

O assédio eleitoral ocorre quando alguém tenta interferir na escolha do eleitor por meio de ameaças, pressões ou promessas de vantagens. No ambiente de trabalho, essa prática pode assumir formas ainda mais graves, como ameaçar demitir um funcionário ou prejudicá-lo profissionalmente por causa de sua opção política.

O voto é livre e secreto e representa a consciência de cada cidadão. Ninguém deve ser obrigado a revelar em quem pretende votar, muito menos sofrer qualquer tipo de retaliação por escolher um candidato diferente daquele defendido por seu empregador ou por qualquer liderança.

Essa preocupação também precisa alcançar as redes sociais, onde ameaças, ofensas, perseguições, humilhações e tentativas de silenciar quem pensa ou se posiciona politicamente de maneira diferente merecem atenção. Dependendo da conduta e das circunstâncias, essas práticas podem configurar crimes, como ameaça, injúria, difamação, calúnia ou perseguição. A liberdade de expressão é um direito de todos, mas não pode servir de justificativa para intimidar, ofender ou violar os direitos de outras pessoas.

É importante que as denúncias sejam apuradas com responsabilidade, garantindo o direito de defesa e a aplicação da lei quando as irregularidades forem comprovadas.

Como cidadão, entendo que precisamos preservar aquilo que é essencial em uma democracia: o respeito às diferenças e à liberdade de pensamento. Podemos ter opiniões divergentes, defender candidatos diferentes e até discordar profundamente, sem transformar essas diferenças em motivo de perseguição.

Afinal, o voto pertence ao eleitor, não ao patrão, ao político ou a qualquer outra pessoa. Uma democracia verdadeira começa pelo respeito à liberdade de escolha de cada cidadão.

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