Essa é uma daquelas frases antigas que continuam atuais, principalmente quando falamos de pessoas que ocupam posições de enorme responsabilidade no nosso país.
Quando se trata de ministros do STF, a cobrança precisa ser ainda maior. Não porque alguém deva ser condenado por frequentar determinado ambiente ou conhecer determinada pessoa, mas porque quem ocupa uma cadeira na mais alta Corte do país precisa compreender que suas atitudes, relações e proximidades serão naturalmente observadas pela sociedade.
O mesmo vale para Vorcaro e para todos aqueles que circulam nos mais altos ambientes do poder. Quando aparecem relações próximas entre autoridades e pessoas que estão envolvidas em situações que levantam suspeitas, é legítimo que o cidadão pergunte: existe alguma coisa a esclarecer?
Não estou afirmando que alguém é culpado. Prova é necessária, e ninguém deve ser condenado apenas por convivência. Mas, também, não podemos achar normal que dúvidas sejam simplesmente ignoradas ou colocadas debaixo do tapete.
O STF deveria ser exemplo de transparência, imparcialidade e respeito às instituições. Quanto maior o poder, maior deve ser a responsabilidade.
No fim, a velha máxima continua valendo: diga-me com quem andas e direi quem tu és.
E quando a confiança da sociedade está em jogo, explicações claras nunca são demais.