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Policiais eleitos: um fenômeno que chama atenção

Diógenes Pereira da Silva
Publicado em 06/10/2026 às 17:42
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As urnas de 2026 deixaram um recado que merece atenção: representantes das forças de segurança ampliaram sua presença na política brasileira. Entre os 50 deputados federais mais votados do país, segundo levantamento da Revista Veja, aparecem Delegado Caveira, Sargento Nantes, Delegado Palumbo, Cabo Gilberto Silva, Pastor Sargento Isidório, Sargento Fahur, Delegado Bruno Lima e Sargento Salazar. São profissionais com trajetórias distintas, entre delegados e integrantes das polícias militares.

Minas Gerais também chama atenção. Para a Câmara dos Deputados foram eleitos Caporezzo, Subtenente Gonzaga, Junio Amaral e Sargento Mello-Casal, além de Delegado Marcelo Freitas e Delegada Ione, entre outros parlamentares cuja trajetória está ligada à segurança pública.

A Folha de S.Paulo identificou ao menos 42 deputados federais eleitos oriundos das forças de segurança. O levantamento considera policiais militares e civis, integrantes das Forças Armadas, bombeiros militares e militares reformados.

Outro levantamento, publicado pelo UOL, contabilizou 53 candidatos militares eleitos em 2026, contra 33 em 2022, ressalvando que o número ainda poderia sofrer alterações após o segundo turno.

Na minha leitura, o dado mais importante não é simplesmente contar fardas no Congresso. É compreender o que está por trás desse movimento. Há eleitores que escolheram profissionais da segurança para ocupar espaços de decisão.

Agora vem a parte mais difícil: transformar experiência profissional e confiança eleitoral em mandato. O voto dá o cargo, mas é o trabalho que dará sentido à representação.

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