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Horizonte da fé

Dom Paulo Mendes Peixoto
Publicado em 15/05/2026 às 17:29
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A prática cristã é firmada através de um olhar de esperança, de destino, para a eternidade em Deus. Portanto, é um horizonte de fé nas promessas divinas e consolidada na Festa da Ascensão do Senhor. O Crucificado-Ressuscitado, Jesus Cristo, volta para ficar ao lado do Pai, levando consigo a experiência das realidades humanas. Sua missão continua na terra com a iluminação do Espírito Santo.

Jesus deixou alguns discípulos seus preparados e motivados para dar continuidade na missão de construir o Reino de Deus no ambiente da criação. Disse: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-os a observar tudo que vos tenho ordenado” (Mt 28,19-20). A Igreja tem esse sublime compromisso, e foi instituída para isso.

O horizonte da fé vem dos ensinamentos de Jesus. Fato que deve estar em perfeita sintonia com o mistério da vida humana e da vida divina, que começa na terra e tem seu desfecho na eternidade. É o processo da Ascensão do Senhor, primeiro experimentado por Cristo e prometido para todos aqueles que fazem o caminho de vivência e comprometimento com os Mandamentos do Senhor.

O mistério da fé não é compreendido a partir da visão física dos olhos, mas dos sentimentos que vêm do coração. Só assim se consegue entender a dimensão e o sentido da Ascensão do Senhor, a concretização da Aliança feita por Deus com Abraão lá no passado. O divino e o humano se entrelaçam em um aspecto de continuidade. Começa na prática da justiça humana e termina na acolhida divina.

A fé em Deus é a razão de ser dos cristãos. Ela veio da Pessoa de Jesus e foi testemunhada pelos apóstolos, porque eles conviveram e receberam dele a motivação para tal. Então, ela é uma fé testemunhal e totalmente de motivação comunitária, de esperança e de compromisso com a simplicidade da vida. Quem tem essa sabedoria tem habilidade para enfrentar os sofrimentos da vida.

Faz eco, no contexto e no horizonte da fé dos cristãos, o que o papa Francisco traduziu, sabiamente, por “Igreja em saída” e missionária. Também, a missão não é tarefa tão fácil diante de uma cultura marcada pela incredulidade e pelo indiferentismo em relação a tudo. Temos que reinventar uma nova forma de evangelizar para conseguir responder ao “ide” proferido por Jesus Cristo.

 Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba

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