ARTICULISTAS

Mês Vocacional

Dom Paulo Mendes Peixoto
Publicado em 29/08/2025 às 19:13
Compartilhar

Todo ano no Brasil, agosto é escolhido como Mês Vocacional. As liturgias dominicais exploram as diversas vocações que preenchem as atividades pastorais de sua caminhada. Estamos terminando o exercício desta prática, quando vivenciamos o tema proposto para este ano de 2025, “Peregrinos porque chamados”. Tema sintonizado com o Jubileu Bíblico da Esperança, “Peregrinos de Esperança”.

A tônica principal das reflexões é sobre o chamado de Deus nos diversos momentos da vida das pessoas. Assim falamos da vocação das pessoas batizadas, seja como padre, como pai e mãe de família, como religioso e religiosa numa congregação religiosa, como leigo e leiga na vida da comunidade cristã, de modo especial, como catequista, todos servindo na construção do Reino de Deus.

Dou ênfase ao Ministério Catequético. O papa Francisco deu um especial destaque para esse importante Ministério na vida da Igreja. Até então, não tinha esta configuração de “Ministério”, como acontece com o antigo Ministério do Leitorado e do Acolitado. A intenção foi, não só de valorizar o trabalho generoso dos catequistas, mas também para dizer que fazem serviço em nome da Igreja.

A Igreja precisa valorizar esse importante Ministério na sua pastoral, valorizar os catequistas, porque é trabalho voluntário e com dedicação na catequese. Pessoas que sentem o impulso evangelizador e se colocam, iluminados pelo Espírito Santo, a serviço da Palavra inspirada de Deus, comunicam e semeiam o amor e a fé nos corações de tantas crianças, adolescentes, jovens e adultos.

O verdadeiro catequista é aquele que, na prática, escolhe o “último lugar”, aquilo que é exigido da pessoa para fazer ressoar o Evangelho do Senhor. Não é uma missão de grandeza humana, mas espiritual, de seguimento do “ide” de Jesus, para fazer discípulos, batizar e catequizar (cf. Mt 28,19-20). Portanto, é sim uma missão sublime, de graça divina, como juntar tesouro no céu (cf. Mt 13,44).

É grande todo aquele que se coloca de modo simples no serviço do irmão. Isto reconhece a identidade do catequista, de um serviço despojado de interesse econômico, todo imbuído do espírito vocacional, de inspiração divina. Para Jesus, “quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado” (Lc 14,11). Dizemos que os catequistas não são grupo de privilegiados, mas servidores.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2025Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por