Todo ano no Brasil, agosto é escolhido como Mês Vocacional. As liturgias dominicais exploram as diversas vocações que preenchem as atividades pastorais de sua caminhada. Estamos terminando o exercício desta prática, quando vivenciamos o tema proposto para este ano de 2025, “Peregrinos porque chamados”. Tema sintonizado com o Jubileu Bíblico da Esperança, “Peregrinos de Esperança”.
A tônica principal das reflexões é sobre o chamado de Deus nos diversos momentos da vida das pessoas. Assim falamos da vocação das pessoas batizadas, seja como padre, como pai e mãe de família, como religioso e religiosa numa congregação religiosa, como leigo e leiga na vida da comunidade cristã, de modo especial, como catequista, todos servindo na construção do Reino de Deus.
Dou ênfase ao Ministério Catequético. O papa Francisco deu um especial destaque para esse importante Ministério na vida da Igreja. Até então, não tinha esta configuração de “Ministério”, como acontece com o antigo Ministério do Leitorado e do Acolitado. A intenção foi, não só de valorizar o trabalho generoso dos catequistas, mas também para dizer que fazem serviço em nome da Igreja.
A Igreja precisa valorizar esse importante Ministério na sua pastoral, valorizar os catequistas, porque é trabalho voluntário e com dedicação na catequese. Pessoas que sentem o impulso evangelizador e se colocam, iluminados pelo Espírito Santo, a serviço da Palavra inspirada de Deus, comunicam e semeiam o amor e a fé nos corações de tantas crianças, adolescentes, jovens e adultos.
O verdadeiro catequista é aquele que, na prática, escolhe o “último lugar”, aquilo que é exigido da pessoa para fazer ressoar o Evangelho do Senhor. Não é uma missão de grandeza humana, mas espiritual, de seguimento do “ide” de Jesus, para fazer discípulos, batizar e catequizar (cf. Mt 28,19-20). Portanto, é sim uma missão sublime, de graça divina, como juntar tesouro no céu (cf. Mt 13,44).
É grande todo aquele que se coloca de modo simples no serviço do irmão. Isto reconhece a identidade do catequista, de um serviço despojado de interesse econômico, todo imbuído do espírito vocacional, de inspiração divina. Para Jesus, “quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado” (Lc 14,11). Dizemos que os catequistas não são grupo de privilegiados, mas servidores.