ARTICULISTAS

Tempo de restauração

Dom Paulo Mendes Peixoto
Publicado em 10/01/2025 às 19:07
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Restaurar significa recuperar o que foi perdido, porque o ser humano não é perfeito e pratica atos de destruição. A vinda de Cristo teve essa dimensão, de salvar o que estava perdido (cf. Lc 19,10). Quanta destruição acontece numa guerra. Quem provoca não mede as consequências do mal que causa para a humanidade, porque afeta todas as dimensões da vida dos países atingidos e os demais.

Neste ano, 2025, a Campanha da Fraternidade vai refletir sobre os impactos causados na natureza pela cultura destruidora. Será um alerta diante da realidade mundial, com as consequências graves para a humanidade. O fio condutor, que provoca preocupação, é o aquecimento global. Nós já sentimos os efeitos drásticos de uma natureza agredida de forma indiscriminada e sem responsabilidade.

No tempo do profeta Isaías, “o resto de Israel” (Is 10,20), até então, exilado na Babilônia dos caldeus, passa por um período de retorno a Jerusalém e começa um processo de reconstrução dos muros da cidade e do templo. A possibilidade desse fato eleva o clima de esperança e de alegria na vida daquele sofrido povo. Não é fácil reconstruir, mas é possível que isso aconteça no momento certo.

Um corpo dividido dificulta qualquer tipo de restauração. O Brasil está dividido nos diversos campos: cultural, social, econômico, político e religioso. Mesmo que alguém, com os melhores propósitos, com todo tipo de enfrentamento, não consegue atingir os objetivos de sua pretensão. Toda divisão, quando ampliada pela polarização extremista, obscurece e fragiliza o trabalho de quem quer construir.

O Brasil forma uma grande família, constituído por famílias domésticas, expressando o sentido de unidade, na diversidade. Ser diferente é uma riqueza, mas quando facilita na integridade e no respeito por todos. Jesus vai a uma festa de casamento, onde realiza o primeiro sinal divino, transformando a água em vinho, restaurando a alegria do momento, pois faltou o essencial para a festa, o vinho.

O processo de restauração de uma sociedade depende muito da confiança depositada na possibilidade de realidades saudáveis e novas, do convencimento de que um mundo diferente é possível acontecer. Para isso, a confiança em Deus é fundamental, porque traz equilíbrio, serenidade e esperança. Tudo isto é fortalecido pelos dons, os carismas e virtudes naturais na vida das pessoas.

 Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba

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