Estamos na reta final de mais um ano. A poucos dias de encerrar 2025, rajadas de vento de 98 quilômetros por hora provocadas por ciclones causaram estragos imensuráveis na cidade de São Paulo. Fenômenos parecidos também foram registrados em Juiz de Fora, em fevereiro, e em algumas cidades paranaenses, no mês passado.
Falando em fenômenos naturais, nosso país sediou a COP 30 (Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas), que aconteceu em Belém, posicionando o Brasil como protagonista nas discussões climáticas globais.
Em julho, um relatório da ONU revelou que o Brasil saiu do mapa da fome, ou seja, menos de 2,5% da população está em risco de subalimentação. Esse resultado decorre do aumento de investimentos em políticas públicas, como o Bolsa Família e o plano Brasil Sem Fome.
O país, infelizmente, continua sendo terra dos contrastes. No mesmo ano em que o Brasil presencia, com horror nos olhos, o aumento de casos de feminicídio, assistimos também à vitória de Fernanda Torres, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz pelo filme “Ainda Estou Aqui”, destacando a força da mulher brasileira.
Outro destaque de 2025 foi a expansão acelerada dos sistemas de inteligência artificial. Em movimento oposto, foi aprovada uma lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, com o objetivo de reduzir os prejuízos causados à saúde mental de crianças e adolescentes pelo uso excessivo dos dispositivos eletrônicos. Ao mesmo tempo, os golpes digitais seguem a todo vapor, mostrando que o famoso “jeitinho brasileiro de levar vantagem” permanece enraizado na cultura do país.
Falando em crianças, um dos temas mais discutidos e polêmicos do ano foi o da adultização infantil, que ganhou grande visibilidade após o vídeo do influenciador digital Felca, que denunciou colegas de profissão por objetificar crianças nas redes sociais em troca de audiência e popularidade.
No cenário mundial, houve o retorno triunfante de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, desta vez com uma postura ainda mais rígida no cerco contra imigrantes ilegais e na adoção de políticas protecionistas sob o lema America First. Isso inclui o aumento de tarifas de importação e outras medidas econômicas conservadoras.
Já no setor da saúde, podemos comemorar a redução no número de mortes decorrentes da Aids, alcançando o menor índice dos últimos 30 anos. Isso demonstra, mais uma vez, que iniciativas tratadas com seriedade produzem resultados concretos. O Brasil sempre foi referência mundial no tratamento da doença, assim como na assistência prestada pelo SUS — sistema que muitos países desenvolvidos não oferecem de forma equivalente.
E, para fechar o ano, testemunhamos a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro de 2023, cujo objetivo era impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e continuar no poder. A sentença representou uma vitória importantíssima e um marco histórico para a democracia brasileira e Estado Democrático de Direito.
Assim, vamos nos despedindo de 2025, com esperança de que 2026 seja um ano melhor para o nosso querido Brasil.
Antes de ser advogado, sou também cidadão e pai, preocupado com o futuro dos meus filhos, desejando que cresçam em um país mais igualitário, mais seguro, democrático, com justiça social, menos desigualdades, com a observância e respeito às instituições, com oportunidades a todos, sem racismo, preconceito e ou discriminação e com melhor qualidade de vida.
Euseli dos Santos
Advogado em Uberaba/MG – OAB/MG 64.700, especialista em Direito do Trabalho;
mestre em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp); conselheiro estadual titular da OAB/MG triênio 2022-2024; palestrante; autor de obras jurídicas