Nascido em Absurdistão, às margens do Mar Cáspio, na Ásia Central, Eldor Djparov, publicou em 1922, o livro “Bir xalqning ozodligi”.
Esta obra, “A libertação de um povo”, foi traduzida para a língua portuguesa no início deste Século e conta a história de uma nação, em meados do Século XIII.
O narrador conta que o povo Muqaddas Xoch Yeri vivia em harmonia. Ao longo de décadas, um mal discreto e silencioso começou a brotar aqui, depois acolá. No início, as ervas daninhas eram tratadas com desdém, depois com ironia, até que, aos poucos, viraram moda. Artistas e progressistas passaram a cultivar em vasos e até jardins inteiros.
A “chap”, como ficou conhecida, em poucas décadas, passou de um mato indesejado para uma planta importante; chegou a ter lugar de destaque como planta nobre.
Apesar dessa ascensão, uma parte da população não admitia que uma plantinha perniciosa pudesse ser valorizada; não a “chap”, que tanto mal fazia para todas as plantações!
Após um grande movimento de conscientização, com muita dificuldade, eis que a população entendeu que nos últimos anos as ervas serviam apenas para sufocar outras plantas; não tinham beleza, não serviam como alimento, tampouco como bálsamo. Como um carrapato, as “chaps” insistiam em não se soltar do solo.
Mas, por obra do Divino, e por ação das donas de casa, dos agricultores, dos comerciantes de plantas e, por fim, de toda a população, as ervas daninhas foram vencidas!
Os jardins e todas as plantações, em pouco tempo, voltaram a brilhar; o amarelo do sol trouxe viço ao verde, e o povo, feliz, acordou para a nova vida.
Se essa história o tocou, se faz sentido para você, então pare de acreditar nas mesmas histórias, nas mesmas promessas.
Vamos em frente, o novo nos espera!
Vamos fazer a nossa parte, zelar e vigiar para que ervas daninhas não tenham espaço em nenhuma planta do bem!