A verdade é que o brasileiro é um povo muito criativo, que gosta muito de empreender e está sempre em busca de melhorar ou criar novos produtos ou serviços.
Oskar Metsavaht, diretor da empresa Osklen, afirma que “o empresário brasileiro ainda copia muito o que acontece lá fora”. Vitrines, jeito de administrar e, de modo especial, as promoções; em todos os assuntos, realmente é comum não necessariamente copiar, mas buscar inspirações.
Isso aconteceu inclusive com a Black Friday, um evento comercial que surgiu nos Estados Unidos e ocorre sempre na quarta sexta-feira do mês de novembro, após o feriado nacional do Dia de Ação de Graças.
A promoção das vendas, em verdade, começava às 18 horas da quinta-feira, que era feriado, e durava até o final do dia seguinte. Com o tempo, muitas lojas passaram a abrir na sexta, logo nas primeiras horas.
A Black Friday, ou sexta negra, consiste numa grande liquidação onde as lojas físicas colocam várias mercadorias, em geral, fora de linha ou fora de moda ou com estoques reduzidos em promoção, com preços muito convidativos.
Nos últimos anos, com o surgimento do Mercado Eletrônico, as lojas do e-commerce criaram a Cyber Monday, que se constitui na mesma promoção, porém na segunda-feira seguinte.
No Brasil, o evento comercial Black Friday, ao contrário dos Estados Unidos, chegou através do comércio eletrônico e depois se expandiu para as lojas físicas. Muitas lojas ampliaram a promoção para Black Week, semana legal, pré Black Friday e por aí vai; a criatividade do brasileiro não tem limite.
A promoção, hoje já consolidada, alcança empresas físicas e do comércio eletrônico. Virou moda dizer que está na Black Friday: lojas de móveis, de eletrodomésticos e eletrônicos, celulares, roupas, perfumes e cosméticos, escolas, serviços enfim, todo tipo de negócio, inteligentemente, adere ao movimento promocional, em busca de aumentar as vendas.
Todavia é bom lembrar que uma promoção verdadeira tem que ser transparente, divulgando as vantagens reais e as cumprir. Em outras palavras: desconto de tantos por cento ou de tanto por tantos reais, mas que seja real e verdadeira! Jamais iluda o cliente; não transforme a Black Friday numa “bleque fraude”.
Se o cliente tiver certeza de que o desconto é real, ele irá comprar, e comprar muito e contar para todos.
Mas, se houver mentiras, se a promoção não for verdadeira... aí, meu amigo, cuidado, pois o resultado poderá ser totalmente o oposto do esperado; nada de vendas e, o pior, vai arranhar o seu nome e o nome da sua empresa, colocando em dúvida a sua credibilidade.
Boa sorte!
Boas compras e boas vendas!