Os dias que antecedem ao segundo domingo de maio são marcados por campanhas e propagandas.
O Dia das Mães, como data comercial, ao lado do Dia dos Namorados, só perde para o Natal em movimentação comercial. Vende-se de tudo, até tratamento dentário se torna opção de presente.
Falando em presente, o valor investido vai de lembrancinhas até os presentões.
Falando de comemorações, as escolas fazem apresentações, as igrejas fazem celebrações especiais e os clubes e entidades fazem homenagens, cada vez com mais emoção e glamour.
Falando de presença, os filhos preparam o almoço, ou levam as mães para almoçar fora, entregam um belo presente e, como não poderiam deixar de registrar, postam tudo nas redes sociais. É uma espécie de compensação, menos presença, mais presentes; menos abraços, mais posts.
O Dia das Mães é uma data comercial e afetiva. Atualmente, ela espelha como está a sociedade, bem doente. Os filhos adultos, distantes; filhos pequenos, “pagos” para darem sossego.
Na hora de entregar um presente, é necessário ter plateia, é preciso que os familiares estejam vendo o belo presente que foi comprado, afinal é importante mostrar poder; como se isso fosse compensar algumas ausências...
Mas, enfim, é Dia das Mães. Hora de virar a página, de abraçar e de curtir todas as mães da sua família: a sogra, a tia, a madrinha, a cunhada e a sua mãe.
Se ela estiver por aqui, faça de tudo para passar o dia bem perto, seja presença, seja carinho e manifeste amor!
Se ela estiver longe, ligue e converse bastante!
Se ela estiver em outro plano, dedique uns minutos a rezar por ela; creia, ela vai ouvir!
Assim, para a minha mãe e para a mãe dos meus filhos; para a minha cunhada e para a minha sogra; para as minhas tias e para todas as mães do mundo,
Feliz Dia das Mães!