Era o ano da graça de 1982 quando o professor Eurípedes lecionava Educação Física no colégio onde eu estudava.
Eis que, exatamente nessa semana, tive a grata satisfação de o reencontrar.
Ele estava na rua, conversando com três alunos atuais, três adolescentes. Ele com a mesma alegria, a mesma empolgação e o mesmo sorriso; tudo do alto dos seus setenta e poucos anos.
Teria ele encontrado o segredo da juventude?
É bem verdade que desde sempre ele se exercita, cuida do corpo e certamente tem uma alimentação equilibrada.
Mas, além disto, ele e quase todos os professores trazem consigo algo especial: a alegria!
E esta alegria é retroalimentada pelos alunos, jovens em sua grande maioria, cheios de sonhos e de vontades.
A profissão de professor se assemelha a um sacerdócio. É a nobre missão de ensinar. Muito mais que a base para outras disciplinas, ou muito mais que o conhecimento técnico sobre determinado assunto, o professor consegue, na maioria das vezes, abrir horizontes!
Isto é, consegue mostrar ao aluno o quanto ele pode ir longe. E, se não parar de estudar, seu limite não tem fim.
A produção de conhecimento, a geração do saber é ilimitada. Talvez seja a razão pela qual os países desenvolvidos deem tanto valor ao professor e à educação como um todo.
O único imperador brasileiro, homem sábio e digno, dom Pedro II, disse:
“Se não fosse imperador desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.”
A todos os professores, docentes na mais pura acepção da palavra, educadores por vocação e por opção, verdadeiros Professores, o meu reconhecimento, a minha gratidão e o meu Muito Obrigado!