Precisamos combinar uma coisa: todos somos trabalhadores!
Falar que só empregado é trabalhador é humilhar, é violentar todos que não são CLT, todos! Em 2023, o Brasil contava com mais de 100 milhões de trabalhadores, com cerca de 37% de carteira assinada e 38% como autônomos.
A conversa aqui não é sobre função ou atividade, é sobre trabalho, sobre servir, sobre dignidade. Trabalho não pressupõe remuneração, então, uma pessoa voluntária também está trabalhando!
O trabalho traz alegria, gera relacionamento, cria oportunidades e, por fim, decência.
O trabalho é tão bom, mas tão bom, que tem até remuneração envolvida.
Infelizmente há quem tente tiranizar o gerador de empregos quando, muito ao contrário, ele deveria ser exaltado, uma vez que todo o conjunto de benefícios que o trabalho proporciona passa, naturalmente, pelo empreendedor.
Precisamos entender que as partes precisam de maturidade, respeito e liberdade nas relações. Não é sobre ser opressor e oprimido, não é sobre ser patrão ou empregado, é sobre servir ao cliente, sobre fazer bem feito, ter os seus valores lapidados e uma justa remuneração, proporcional ao seu esforço.
Todos somos trabalhadores no substantivo, isto é, um indivíduo que exerce uma profissão ou função.
Precisamos, pois, ser trabalhadores como adjetivo, pois este qualifica alguém que trabalha, que é laborioso, ativo, competente e produtivo; alguém que enxerga os benefícios, as responsabilidades e até mesmo as vantagens que só o trabalho pode proporcionar.
Muito além da CLT, do tamanho da jornada ou dos benefícios, o trabalho é algo que edifica, que constrói e que honra quem o pratica.
Parabéns, homens e mulheres que, dia a dia, fazem o seu melhor possível, através da dedicação, competência e compromisso. E que todos os dias recebem como pagamento a dignidade!