Recentemente, eu visitei um empreendedor que havia inaugurado uma empresa há pouco tempo.
A loja é pequena, possui uma bela montagem com porta de aço elétrica, porta de vidro, ar-condicionado, iluminação moderna, etc. Localizada num bairro residencial, a loja alcança a vizinhança e, também, tem grande atuação nas redes sociais.
O público alvo é composto por jovens; seu estoque é variado e possui calças, bermudas, camisas, camisetas, sapatos, tênis, chinelos, óculos, relógios e até carteiras.
Na década de 1980 a Banda Kid Abelha, na música “Nada tanto assim”, de autoria de Leoni e Bruno Fortunato, cantava: “Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal”.
Num mundo de tanta pressa e de tanta superficialidade, a futilidade virou regra. Relacionamentos rasos, amizades banais e gestões empresariais com pouco conhecimento.
Muitas empresas são generalistas, isto é, vendem de tudo e isso é um desafio, pois o estoque precisa ser grande e o conhecimento sobre tudo, maior ainda; outra opção das empresas é buscar a especialização, ser nota 10 em algum assunto, em algum produto ou serviço, conhecer a fundo, em detalhes e ser o melhor, ser referência para o mercado e para os clientes!
Empresas como “O Rei das Canetas”, “Mundo dos Parafusos”, “Só Cadeiras”, cujo objetivo principal gira em torno de um produto específico, estão cada vez mais raras. Buscando mais mercado, o leque fica muito aberto e as empresas, multissetoriais, correm o risco de se tornarem especialistas em nada e, assim, terem em seus estoques quase de tudo um pouco, e quase tudo nada!