A propósito, dia 21 de abril é feriado, por qual motivo?
Todos aprendemos que nessa data se comemora a morte de Tiradentes. Nascido Joaquim José da Silva Xavier, ele foi alferes, isto é, um militar, e também dentista prático.
Foi um dos membros da Inconfidência Mineira, uma revolta que teve origem na Capitania de Minas Gerais em pleno Ciclo do Ouro. Tinha como principal bandeira o fim da derrama, que era a cobrança extorsiva de altos impostos sobre a extração do ouro.
O movimento cresceu, foi abafado, a conspiração foi diluída e encerrada com o enforcamento de Tiradentes em 1792. Entretanto, quem foi morto e esquartejado no lugar de Tiradentes foi o criminoso Isidro Gouvêia.
Muitos historiadores contestam a versão oficial, que foi criada pela República, em mais uma das tentativas de reescrever a história, segundo seus interesses e também para abafar o golpe imposto à monarquia. Criaram uma figura heroica e vincularam a imagem de Tiradentes à de Jesus Cristo, pura fantasia.
Numa carta existente na Torre do Tombo, em Lisboa, o autor, desembargador Simão Sardinha, afirma ter se encontrado, na rua do Ouro, em dezembro do ano de 1792, com alguém muito parecido com Tiradentes.
Uma lista de presença, na galeria da Assembleia Nacional Francesa, de 1793, apresenta uma assinatura de um tal Antônio Xavier da Silva, exatamente igual à assinatura de Tiradentes.
No livro, de 1811, de autoria de Hipólito da Costa, "Narrativa da Perseguição", é documentada a diferença física de Tiradentes com o homem que foi executado em 21 de abril de 1792.
O escritor Martim Francisco Ribeiro de Andrada III, escreveu no livro "Contribuindo", de 1921: "Ninguém, por ocasião do suplício, lhe viu o rosto, e até hoje se discute se ele era feio ou bonito...".
Só mais um detalhe: as lições que recebemos na escola afirmam que a cabeça de Tiradentes, após ter sido morto e esquartejado, nunca foi encontrada, exatamente porque era outra pessoa!
Machado de Assis escreveu que Tiradentes teria morrido em 1818. O autor referiu-se a Tiradentes em suas colunas de jornal e no romance "Memorial de Aires".
Infelizmente, quase nada sabemos da nossa história, pouco sabemos do nosso presente e fica a interrogação, para que lado será o nosso futuro?
Para onde vão nos conduzir?
Ou, que futuro permitiremos que nos imponham?