ARTICULISTAS

Atividades culturais em Uberaba: 2000 a 2015 (Final)

Guido Bilharinho
Publicado em 28/02/2026 às 17:53
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A Obra-Prima de Lincoln Borges de Carvalho

Após mais de cinquenta anos inédita, em 2006 veio à luz, em edição restrita, a obra-prima da memorialística universal, Roteiro Cinza, de Lincoln Borges de Carvalho.

A Geografia da Palavra de Jorge Alberto Nabut

Merece destaque, no período, a reunião da excepcional obra poética de Jorge Alberto Nabut, um dos maiores poetas brasileiros, em A Geografia da Palavra (2010), englobando nada menos de dez livros, entre os quais: Poesia Experimental, Paisagem Provincial, Sesmaria do Corpo, Campos de Futebol, Romanceiro de Sirça e Religare.

A Obra Ficcional de Paulo Fernando Silveira

Com produção ficcional expressiva, o juiz federal aposentado PAULO FERNANDO SILVEIRA publicou nesse período os romances O Sétimo Jurado (2002), O Sertão da Farinha Podre – Uberaba e a Guerra do Paraguai (2004), A Batalha de Delta (2005), O Morro das Sete Voltas (2008), Assassinato em Jaguara (2009), Capão da Onça (2011), Gritos na Escuridão (2013), A Morte Prefere o Vermelho (2014) e O Espião Subversivo (2015), nos quais se ressaltam, de plano, os títulos, ora impactantes, ora referenciados a características locais, sendo A Batalha de Delta e O Sertão da Farinha Podre romances históricos.

O Extraordinário Lançamento de Zote Que Eu Vi, de João Eurípedes Sabino

Excepcional e batendo todos os recordes de público na cidade, só comparável ao lançamento no Jockey Club, em 1970, da História de Uberaba, de Hildebrando Pontes, consistiu o lançamento, em 2014, do livro Zote Que Eu Vi, de autoria de João Eurípedes Sabino, lotando inteiramente o Teatro Vera Cruz de, aproximadamente, 800 (oitocentos) lugares num sábado pela manhã, que se prolongou pela tarde.

O Diário de Uberaba de Marcelo Prata dos Santos

Dia a dia, disciplinada e persistentemente, o médico Marcelo Prata dos Santos vem procedendo ao levantamento cronológico dos fatos e acontecimentos de Uberaba na obra intitulada Diário de Uberaba, já com mais de 7.000 (sete mil) páginas digitadas no período.

César Vanucci - O Traço Distintivo

Em meados da década de 1960, César Vanucci, atuante jornalista do diário Correio Católico, promotor cultural e um dos fundadores da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, transferiu sua residência para Belo Horizonte, onde continuou suas intensas atividades profissionais e culturais.

O que o distinguiu e distingue da maioria absoluta dos uberabenses e dos interioranos de modo geral que se mudam para as capitais e, nelas, esquecem e se alheiam de suas origens, César Vanucci nunca deixou de estar estreitamente ligado a Uberaba, seja colaborando semanalmente na imprensa local, seja participando frequentemente de seus acontecimentos culturais, promovendo encontros entre as Academia Mineira de Letras, a Academia Municipalista de Letras, da qual é presidente, e a do Triângulo Mineiro e, ainda, empenhando-se, com interesse e persistência, na eleição de uberabenses para as citadas Academias estaduais.

A Coletânea Biográfica de Sônia Maria Resende Paolinelli

Com suas 131 biografias acompanhadas das respectivas bibliografias, essa obra constitui precioso levantamento informativo sobre os escritores estudados, além de ser o primeiro – e até agora único – livro no gênero referente aos escritores uberabenses.

Visuais

Com seu extraordinário desenvolvimento nas últimas décadas do século XX, o visual – a oitava arte, que se não confunde com a pintura nem com o desenho – encontrou em Uberaba inúmeros cultores, a exemplo de Paulo Sousa Lima, José Humberto Silva Henriques, Tony Gray Cavalheiro, Marcos Bilharinho, Juliano Bologna, Nícolas Morais Pessoa e André Luís Fernandes da Silva.

Mário Salvador - 22 Anos na Presidência da Academia

Com dedicação, persistência e tirocínio, Mário Salvador presidiu e conduziu a Academia de Letras do Triângulo Mineiro por vinte e dois anos ininterruptos, promovendo reuniões, sessões solenes, concursos e editando livros e periódicos.

Livros Editados

Dezenas de livros foram editados no período nos gêneros Antologia, Artigo e Crônica, Biografia, Conto, Crítica Cinematográfica, Direito, Ensaio, Folia de Reis e Catiras, Genealogia, História, Lexicografia, Literatura Infantojuvenil, Memória, Narrativa, Pecuária, Poesia, Relato de Viagens, Religião, Romance, Teatro e Visual.

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