Caros leitores, fico feliz em saber que muitos de vocês curtem o carnaval. O Brasil se intitula o País do Carnaval, festividade que possui raízes em festas pagãs da antiguidade na Mesopotâmia, no Egito, na Grécia e em Roma (7º a.C.). Havia cultos à fertilidade e celebrações de primavera (como as bacanais greco-romanas), marcando a transição de ciclos. Esses cultos à fertilidade são práticas religiosas e rituais antigos destinados a estimular a reprodução humana, animal e a produtividade agrícola. Naquela época, eram focados na adoração de deuses ou deusas da fertilidade que simbolizavam a renovação da vida, com sacrifícios, magias e representações fálicas para garantir colheitas fartas.
No Brasil, o carnaval chega no século XVII pelos colonizadores. Hoje, o carnaval do Rio de Janeiro tem o reconhecimento global como o maior do mundo, atraindo milhões de turistas todos os anos. O Brasil não é maior somente por seu carnaval, naturalmente, muitos enredos das escolas de samba traduzem a história e o discernimento do povo brasileiro. Cito parte de enredos do Rio de Janeiro e de São Paulo.
No Brasil de Rubens Paiva/Lute pra vencer, aceite se perder/Se o ideal valer, nunca desista/Não é digno fugir, nem tão pouco permitir/Leiloarem isso aqui, a prazo, à vista/É, tem filho de pobre virando doutor... Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil – Acadêmicos de Niterói – Autores: Teresa Cristina, André Diniz, Paulo Cesar Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, et al.
Me chamo Carolina de Jesus/Dele herdei também a cruz/Olhem em mim, eu tenho as marcas/Me impuseram sobreviver/Por ser livre nas palavras/Condenaram meu saber/Fui a caneta que não reproduziu/A sina da mulher preta no Brasil/Os olhos da fome eram os meus/Justiça dos homens não é maior que a de Deus! /Unidos da Tijuca, Enredo: Carolina Maria de Jesus, Autores: Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, et al.
Essa gente me fez quem eu sou/Chico de luz e amor! /E vos digo/A dor do adeus é ponte pra recomeçar/Não é o fim da jornada aos olhos do pai/Quem corre atrás do que gosta/Não cansa jamais! A Tom Maior/Celebra o dom divino, a vida! /Em Uberaba o seu esplendor/Do alto das sete colinas/Termino essa carta em versos de amor. Tom Maior, enredo: Nas Entrelinhas da Alma, As Raízes do Céu em Uberaba – Autores: Maradona, Didi Pinheiro, Darlan Alves, et al.
O brasileiro Francisco Cândido Xavier (1910-2002) deixou incontáveis exemplos de fé, amor e vivência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Cito algumas de suas frases célebres: Positivistas, católicos, protestantes, espíritas, teosofistas, partidários, afinal, de todas as doutrinas formam a coletividade brasileira, e seria justo que se privilegiassem uns, desabonando os outros?
A liberdade de consciência, no domínio sagrado das crenças, deve ser inviolável. A liberdade do crer é um direito incorruptível do foro íntimo de cada um. Não se pode deter as caudais do progresso. A evolução tem que marchar vitoriosa e ininterruptamente através dos tempos (“Chico Xavier, A Aurora de Uma Vida Entre o Céu e a Terra” — Autores diversos subscritos por F. Xavier - 54 - Liberdade de consciência. https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Cxa/Cxa54.htm, acesso em 09/02/2026). O pensamento do médium destituído de julgamento continua em vigor.
No carnaval brasileiro de fevereiro de 2026, desejo que os pais e responsáveis possam acompanhar seus filhos, crianças, adolescentes e especiais, nas festanças, bem como nas atividades “on-line”. Evitem postar a localização em tempo real, cuidem-se, brinquem para valer e colham bons frutos.
Heloisa Helena Valladares Ribeiro