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Por uma relação humana saudável

Heloisa Helena Valladares Ribeiro
Publicado em 17/01/2026 às 17:03
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Janeiro Branco é o mês dedicado à saúde mental, ao cuidado com nossos pensamentos, sentimentos e ações. A frase “a cada um será dado segundo as suas obras” indica que o maior responsável pela obra é o seu autor.

Segundo Allan Kardec (1804-1869), o homem tem o livre-arbítrio sobre seus atos, posto que sem este seria considerado uma máquina. Então, devemos influenciar nossa mente para agir com equilíbrio e em favor de nós próprios (“Livro dos Espíritos”, Capítulo X, Questão 872).

Kardec continua, afirmando que “É inegável que sobre o Espírito exerça influência a matéria, que pode embaraçar-lhe as manifestações”. Afirmo que isto é verdadeiro porque cada Espírito é único, tenha ou não dificuldades com relação à influência da matéria. Conforme o Espírito seja mais ou menos evoluído, as tendências ou inclinações natas poderão arrastá-lo à prática de atos repreensíveis, podendo ser influenciado por Espíritos que simpatizam com essas disposições.

Assim os crimes que venhamos a cometer não estão escritos no nosso destino. O Espírito pode escolher por prova ou expiação ser arrastado ao crime, contudo, será sempre livre para agir ou não e nisto consiste o livre arbítrio. O sofrimento é comum a todos os seres humanos. Cabe a nós, através da prevenção, educar as más tendências. A formação moral do ser começa a se manifestar desde a tenra infância, através do comportamento dos pais, no lar em que se vive.

O homem está sujeito a todas as adversidades da existência e também a todas as inclinações boas ou más, que lhe são próprias. Por isso, é essencial trabalhar a sua vontade, para saber agir ou não de acordo com essas inclinações. Assim, o homem poderá, através dos próprios atos, modificar o destino.

Kardec traz ainda a afirmação de que: “Sem o livre-arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar o mal nem mérito em praticar o bem”, com o que concordamos, porque o homem não é dominado pela força do destino, podendo mudá-lo através da vontade, resistindo ao arrastamento das paixões. Podemos começar já, a modificar o nosso destino, cuidando de nós mesmos, amando a nós mesmos, dialogando sozinho e esperando a resposta de Deus ou de uma força benéfica que nos influencia.

O Janeiro Branco existe para amenizar as fatalidades. Ao trabalharmos a saúde mental, estaremos modificando o curso de muitos acontecimentos, inclusive o processo da morte (desencarne) em certa medida. A ciência bem como a medicina têm conseguido adiar a morte e aumentar a longevidade. Entretanto, na morte biológica, como a cessação irreversível das funções vitais, existe um limite físico e termodinâmico.

Cito o “Livro dos Espíritos”, questão 872: “Quem faz a fatalidade são os erros, os procedimentos inferiores, as paixões” (MIRAMEZ- JOÃO NUNES MAIA 1923-1991). Quanto aos atos da vida moral, não há fatalidade, o Espírito (encarnado ou não), pela prudência, poderá usar a inteligência e adestrar o temperamento. Embora imperfeitos, não nos falta capacidade para resistirmos ao mal, bem como para praticarmos o bem. Educar nossas emoções e disciplinar nossos impulsos mudam o destino. Se fracassar, o homem continuará a sua existência sem progresso, mas se vencer terá, sem dúvida, progredido moralmente.

Quando falamos de saúde mental, incluímos todos os meios de comunicação que nos influenciam assustadoramente. A ira, o ódio, o ciúme, a vingança, o orgulho, o egoísmo, poderão levar-nos a transgredir a lei, a cometer o crime, incorrendo em erro. O homem como filho de Deus, como servidor da lei divina, para segui-la, seja na ação, seja no coração, precisa cuidar, orar e vigiar o seu mundo interno e externo.

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