O mundo esteve sempre em guerras! Guerras de defesa, guerras de expansão territorial, guerras ideológicas e guerras de domínio; enfim guerrear esteve sempre presente na vida humana como fator motivacional de suma importância capaz de arrastar comunidades inteiras para o conflito e muitas vezes para a morte ou destruição completa. Acredito que ninguém subestima o poder deste impulso fundamental. Algumas guerras foram travadas em campos de batalha com armas pesadas, barulho e destruição maciça; outras, no entanto, ainda de mísseis de longo alcance, mas mesmo assim tão destruidoras quanto. O final da II Guerra Mundial foi seguido por uma época de, aparentemente, busca pela paz e o diálogo, mas na verdade as mortes e as perseguições continuaram sob novos perfis.
Em 1962, a autora americana Bárbara W. Tuchman concluiu o relato da fascinante história do prelúdio e do início da Primeira Guerra Mundial: “Os Canhões de Agosto”. Otimismo traiçoeiro e ilusões perniciosas no verão de 1914, ironia e insensatez. Todos os envolvidos confiavam na vitória.
Em 1700, as potências do Norte se uniram para atacarem a Suécia. Uma vitória rápida parecia provável, mas, em vez disso, os combates se estenderam por 21 anos!
A mais longa batalha: começou em 1792 entre a França e a Áustria; 25 anos depois eles só tiveram três meses de paz. Estiveram em guerra constantemente em decorrência de tratados de ajuda mútua e novos conflitos.
O excesso de otimismo é um traço comum: ser otimista independente de ocupação em herança étnica. A guerra em si representa um choque de realidade e uma guerra sem vencedores é lembrada como vitória. Vale lembrar aqui o destino cruel daqueles que não obedeciam à ordem “natural” das dominações. Desde 1855, Lorde Palmerston, em Londres, previu que França e Grã-Bretanha não teriam capacidade de impedir que os EUA anexassem o território mexicano. A França insistiu e cerca de 30 mil soldados franceses cruzaram o Atlântico, capturaram a cidade do México em 1863 e consagraram como imperador Ferdinando Maximiliano I, irmão do Imperador da Áustria. Enquanto durou a guerra civil, a interferência francesa no México continuou, mas, com o fim do conflito, as queixas de Washington não podiam mais ser ignoradas. Carlota, a jovem imperatriz, fugiu, mas seu marido, Maximiliano, ficou, sendo fuzilado pelas tropas. O destino do Imperador pode ser visto na pintura de Edouard Monet, na National Gallery de Londres. Triste destino!
Ilcéa Borba Marquez
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