O início de um novo ano costuma vir acompanhado de expectativas, listas de metas e promessas de que “agora vai”. No entanto, talvez a reflexão mais necessária para este 1º de janeiro seja menos sobre fazer mais, executar mais, e sim sobre viver melhor.
Falar em equilíbrio não significa buscar uma vida perfeita ou totalmente organizada. Equilíbrio, muitas vezes, nasce da capacidade de pausar. Pausar para observar como estamos vivendo, para onde estamos indo e, principalmente, se o caminho escolhido ainda faz sentido. A vida não é uma linha reta: ela exige ajustes, revisões e, em alguns momentos, a coragem de admitir que é preciso refazer a rota.
Há períodos em que avançar significa retroceder alguns passos. Rever escolhas, reorganizar prioridades e reconhecer limites não é sinal de fracasso, mas de maturidade. Assim como em uma viagem, seguir insistindo por uma estrada errada apenas aumenta o cansaço e a frustração.
Também é importante lembrar que muitos sonhos permanecem apenas no papel não por falta de capacidade, mas por excesso de medo. Experimentar e testar fazem parte do processo. Nem tudo dará certo, e isso faz parte da construção de uma vida mais alinhada com quem somos. O erro, quando bem observado, ensina mais do que a inércia.
Que 2026 seja um ano vivido com mais consciência do que cobrança. Um ano em que haja espaço para escolhas mais intencionais, decisões mais coerentes e sonhos que, pouco a pouco, saiam do plano das ideias para a realidade. Viver com sentido talvez seja o maior equilíbrio que possamos buscar.