“Depois eu organizo minhas finanças”. “No próximo mês começo a guardar dinheiro”. “Quando as coisas melhorarem, vou cuidar disso”.
Estas frases parecem inofensivas, mas quando se tornam frequentes podem custar caro. Adiar decisões financeiras é um hábito comum que nos impede de construir uma vida com mais tranquilidade e segurança.
O problema é que o tempo passa, as contas continuam chegando e as oportunidades de mudar a situação podem ficar mais distantes. Uma dívida que não é enfrentada pode crescer, a ausência de uma reserva financeira pode transformar um imprevisto em crise e a falta de planejamento pode comprometer sonhos que poderiam ser realizados.
Por trás desta procrastinação, nem sempre existe desinteresse. O medo de descobrir o tamanho da dívida, a dificuldade de lidar com os próprios gastos ou a dúvida sobre como começar, podem fazer com que se prefira não olhar para a situação. No entanto, evitar o problema não o faz desaparecer.
E não precisamos resolver tudo de uma vez. O primeiro passo pode ser simples: registrar as despesas, analisar as contas, estabelecer prioridades ou guardar uma pequena quantia. O importante é começar e transformar a intenção em atitude.
Para organizar a vida financeira não é necessário ter tudo perfeito para começar, mas disposição para dar o primeiro passo com recursos e possibilidades que se tem no momento.
Nem sempre podemos escolher o momento em que os problemas aparecem, mas podemos decidir estar preparados para enfrentá-los. Porque, quando o assunto é dinheiro, deixar para depois também é uma escolha — e ela tem consequências.
Jeane Queiroz de Oliveira
Educadora Financeira
@jeane.queiroz.oliveira