Quando a cidade perde a representação, perde também uma voz.
Nas eleições de 2022, Uberaba viveu uma situação que merece ser lembrada e, principalmente, compreendida: não elegeu nenhum deputado estadual e nenhum deputado federal. A cidade, que já teve representantes nas duas Casas, ficou sem uma cadeira própria em Belo Horizonte e em Brasília.
Não se trata apenas de uma questão de prestígio político.
Representação significa presença, acompanhamento, articulação, defesa de interesses e participação nas decisões que definem a distribuição de recursos públicos.
Significa ter alguém que conheça a cidade, suas demandas, seus projetos, suas dificuldades e suas prioridades.
Também significa disputar recursos.
Para 2027, o projeto do Orçamento da União prevê que cada deputado federal terá um limite de emendas individuais/ano de aproximadamente R$56 milhões. São recursos que podem ser direcionados para estados e municípios, dentro das regras orçamentárias, com pelo menos metade das emendas individuais destinadas à saúde.
Imagine, portanto, a dimensão que poderia representar para Uberaba a existência de três deputados federais comprometidos com projetos da cidade.
Seriam, em valores de referência, mais de R$168 milhões anuais em capacidade individual de indicação de emendas. Sem contar outras modalidades de emendas e articulações institucionais, como rubricas de programas ministeriais, ex. na Educação (recursos do FNDE). Aqui vale sua efetiva reflexão!
No âmbito estadual, a situação também merece atenção.
Tomando como referência a LOA/2026, tem aproximadamente R$32 milhões por parlamentar, sendo R$27 milhões individual e o restante na chamada sobra de bancada. Na esfera estadual estes valores podem ser acrescidos na mesma lógica cita para deputado federal. Dois deputados estaduais representariam, portanto, uma capacidade potencial de indicação da ordem de R$64 milhões de reais por ano. Aqui vale sua efetiva reflexão!
Os valores estimados podem sofrer alterações, para mais ou para menos, mas são significativos e importantes para a cidade e região.
Mas dinheiro não é tudo.
Há projetos que dependem de acompanhamento, articulação, fiscalização e presença política. Há demandas que precisam chegar aos ministérios, às secretarias, às comissões, aos órgãos públicos e aos centros de decisão.
E há uma diferença entre receber votos em uma cidade e assumir compromisso público com ela.
Em 2022, muitos votos de Uberaba foram destinados a candidatos que não conseguiram transformar essa votação em representação direta da cidade. O resultado está registrado: Uberaba ficou sem deputado estadual e federal eleito.
Isso não significa afirmar que todo parlamentar de outra região ignore Uberaba, nem que um deputado eleito pela cidade necessariamente destinará recursos para ela. O compromisso precisa ser demonstrado por atitudes, propostas, presença e prestação de contas.
Por isso, talvez seja hora de mudar a pergunta.
Em vez de perguntar apenas “em quem votar?”, perguntar: quem conhece Uberaba, quem assume compromisso com Uberaba e quem está disposto a prestar contas do que fará por Uberaba e sua região de influência?
A cidade tem história, população, economia e demandas que justificam uma representação à altura de sua dimensão.
Terra não é apenas o lugar onde se nasce.
Terra também é o lugar que se escolhe para viver, trabalhar, empreender e servir.
O desafio para 2026 não é apenas eleger nomes.
É construir uma representação que tenha compromisso efetivo com Uberaba.
O Partido Uberaba começa por uma pergunta simples: quem, depois de eleito, continuará sendo Uberaba?