O reinado de Momo aconteceu com o bloco do Master em plena efervescência. Tem dias e dias. Estamos naqueles dias em que fica claro que o Brasil é, de fato, sinônimo de bagunça total. O que vem acontecendo nestes últimos dias não encontra explicação lógica em nenhum lugar do planeta. E creio que nem na Lua ou em Marte, lugares que andamos explorando há muito tempo.
O cacique do bloco tem contatos em todos os lugares. O cacique do bloco apoia uns de forma explícita, mas, de uma certa forma, no abre-alas, nas alegorias e por toda a avenida, ele arrebatou corações e mentes, até de crentes e descrentes.
Se deixar o samba-enredo fluir, e deveria ser assim, não fica ninguém sem se esbaldar na folia.
E olha que, neste país hoje em dia, quem apura é culpado; quem não apura posa de herói.
Se gritar “pega, pega, pega... ladrão”, Ali Babá e os 40 viram pedintes de esquina.
O carnaval na região aconteceu com as maiores cidades sujas, teve festa e lixo embolado. Tem cheiro diferente no ar.
O grande desfile da Tom Maior no sambódromo paulistano, colocando Uberaba em destaque total e repetido por aqui em menor escala (para quem não viu, vale a pena assistir). Neste quesito a cidade ganhou.
A alegria do carnaval é importante e contagiante, o que não impede ou esconde dificuldades em outras áreas. Noutros quesitos, o tom desafina, e o que era maior fica menor. E viva todas as fantasias. Já que as águas chegaram em fevereiro, vamos ver o que ocorrerá em março.
Ainda antes do carnaval, algumas mortes surpreenderam... e deixaram claro que, mesmo na sexta-feira, há coisas que acontecem independentemente de horários, e que fevereiro e março têm sextas-feiras 13.
Outro episódio chocante foi o do pai de Itumbiara, que tirou a própria vida e a dos dois filhos. Nada explica ou justifica o fato.
E assim vamos, sem rumo, tocando em frente.
Detalhe: em todos estes assuntos até aqui mencionados, as torcidas entraram em campo, em grande parte para defender o indefensável. Tem base?
O jogo da política vai esquentar pós-Quarta-Feira de Cinzas, que ainda é a data para o país começar a funcionar. O que teremos nos cenários?
A vida vai nos ensinando que o coletivo é sempre mais importante que o individual, mas quem de fato tem o poder para agir, invariavelmente, olha só para o próprio umbigo. O que acontece nessas situações? A população perde, infelizmente. Qualquer movimento de fortalecimento eleitoral de Uberaba e do Triângulo Sul passa por nossas lideranças entenderem que temos uma ação de união pela frente, olhando Assembleia, Câmara e Senado de forma diferente do Executivo estadual e federal. Isto não é utopia nem inocência; é necessidade premente de eleger deputados com serviços prestados na cidade e região. Creio que é sobrevivência, já que temos um movimento diferente por aqui, que é perpetuar a tese do “quanto pior, pior”. Será?
Nesta seara de representatividade e importância, e ficando agora no campo da economia, há um movimento diferente pelos lados do DI III.
Sem duplicações nas BRs, sem gasoduto, com o rio Grande parcial, podemos ficar sem fertilizantes?
As águas vão rolar... Viva o carnaval!
karim.mauad@gmail.com